terça-feira, 4 de outubro de 2011

DIA DE S. FRANCISCO DE ASSIS... DO LOBITO...

São Francisco, o "Poverello",  nasceu em Assis,  na Itália, entre 1181 e 1182 , sendo baptizado com o nome de Giovanni di Pietri, que  foi mudado pouco tempo depois para Francisco, pois seu pai,  Petri di Bernardone, que  era comerciante e viajava muito a França, resolveu mudar o nome do filho em homenagem ao local onde fazia bons negócios. Em 1198 estalou um conflito em Assis, entre a nobreza e os comerciantes. Os nobres refugiam-se  em Perusa, uma pequena cidade próxima de Assis, onde São Francisco foi preso durante  um ano,  até ao ano de 1204. Era em Perusa que também se encontrava a família de Santa Clara.
São Francisco   volta para Assis doente, começando aqui  uma conversão gradual, pois dedica-se  a distribuír esmolas e até oferece suas roupas aos pobres. Começa a ter visões e a desprezar o dinheiro e as coisas mundanas.Um dia encontra  um leproso, a quem  dá esmola e um beijo, tendo este acontecimento marcado tanto a sua vida que, dos muitos factos ocorridos durante a sua vida, este foi o que primeiro  entrou no seu Testamento, "pois o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo".
Afirmou-se ainda mais a vocação de São Francisco quando, nas ruínas da da igreja de São Damião, recebeu do Crucificado o mandato para restaurar a Igreja. Obediente a tal mandato, São Francisco pôs-se logo a trabalhar. Reconstruiu três pequenas igrejas abandonadas: a de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro.
O pai, sentindo-se envergonhado do novo género de vida adoptado por Francisco, queixou-se ao bispo de Assis da prodigalidade do filho e, diante do prelado, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro gasto com os pobres.
A resposta foi a renúncia à vultosa herança: despindo-se ali mesmo das suas vestes, Francisco exclamou: "... doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai Nosso que estás no céu..."  E a partir desse momento começa a viver na pobreza  e dá inicio à Ordem Franciscana, com o crescimento do número de companheiros, que em 1209 já é de 12. Criou uma regra muito breve e singela, que o papa Inocêncio III aprovou em 1210, e cujas directrizes principais eram a  Pobreza e a Humildade. Surge assim a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.
No Domingo de Ramos de 1212, uma  senhora nobre, chamada Clara de Favarone, foi procurar Francisco para abraçar a vida de pobreza. Alguns dias depois, Inês, sua irmã, segue-lhe o caminho. Surge então a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem. Os que eram casados ou que tinham  as suas ocupações no mundo e não podiam ser frades ou irmãs religiosas, mas pretendiam seguir os ideais de Francisco, não ficaram esquecidos: cerca do ano de 1220,
Francisco deu início à Ordem Terceira Secular, destinada a homens e mulheres, casados ou não, que continuavam nas suas actividades na sociedade,  mas viviam segundo o Evangelho.
A Ordem Francisca cresceu, com o passar dos anos. Em 1219 houve  grande expansão para a Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França e neste mesmo ano São Francisco foi em missão ao Oriente. Durante a sua ausência, houve vigários que modificaram algumas regras da Ordem, pelo que no mesmo ano de 1219 São Francisco se demitiu da direção da Ordem.
Com o crescimento da Ordem, quase 5.000 frades em 1221, uma nova regra foi escrita por São Francisco em 29 de Novembro de 1223, que foi aprovada pelo papa Honório. É a que vigora até aos dias de hoje.
Em 1224, no dia 17 de setembro,  São Francisco recebeu no seu próprio corpo  as Chagas de Jesus Crucificado.   Tal facto ocorreu no Monte Alverne, num dos eremitérios dos frades.
Os últimos escritos de São Francisco são datados de entre 1225 e 1226. De entre eles destacam-se o
Cântico das Criaturas e o Testamento. Nestes mesmos dois anos, São Francisco foi a vários lugares da Itália para tratar das suas vistas. Foi submetido a diversas cirurgias, mas morreu no dia  03 de Outubro de 1226, num dia de Sábado.
Morreu nú aquele que começou a sua vida de conversão nú,  na praça de Assis, diante do Bispo, do pai e dos amigos. Morreu ouvindo do Evangelho de S. João a narrativa da Páscoa do Senhor. Ele havia recebido os primeiros companheiros após ouvir o Evangelho do envio dos apóstolos. Foi sepultado no dia 04 de Outubro de 1226, Domingo, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis.
São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por Gregório IX e seu dia é comemorado em 04 de outubro.
Em 25 de maio de 1230 os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais

sábado, 1 de outubro de 2011

ESCUTISMO...ESCOTISMO ou IDIOTISMO...?


Vou a caminho dos 70 anos de idade, tendo entrado para o Movimento Escotista/Escutista ou o que lhe pretendam chamar, com os meus tenros 6 anos de idade, jamais me passando pela cabeça que um dia teria de disparar em todas as direcções, visando acabar com os disparates que a idiotice de alguns teima em manter no Movimento que Baden-Powell nos legou... certamente não imaginando que este País, que já foi grande e ele tão bem admirava, se viria a tornar um "Luna Park" para alguns exibirem as suas vaidades, que não as qualidades, como deviam.
Nunca vi tantos "chefes" a exibir a sua "árvore da sapiência", consubstânciada nas contas "herdadas" do pobre do Dinizulu, que se viu sem o seu símbolo do poder e ainda teve de suportar a entrega das mesmas contas a uns tipos que antes ostentavam um penacho, para dizerem ser alguém, mas que hoje preferem as contas de um "nativo"... que por "mero" acaso era aquilo que eles gostariam de ser: CONDUTOR DE HOMENS!
Jamais li alguma coisa em que B.P. condicionasse a aplicação do seu método ao ter de pertencer a esta ou àquela corrente, ao ter esta ou aquela côr de pele, ao viver segundo estes ou aquelas padrões de vida. Ele exigia, sim, que se cumprissem a LEI, os PRINCÍPIOS e a PROMESSA!
O Escuteiro/Escoteiro é amigo e irmão de todos os outros Escutas/Escoteiros, sejam eles do CNE, da AEP ou da Associação dos Escuteiros e Guias da Europa. E estes têm lutado, como já a AEP o teve de  fazer durante tantos anos, porque se pretenderem vêr reconhecidos como uma Associação que segue os métodos do Fundador... e têm acompanhado a co-educação desde os primeiros tempos desta em Portugal.

   Há já dezenas de anos que a educação mista foi imposta no domínio escolar: actualmente, faz parte da paisagem diária das crianças e dos jovens. Esta situação apresenta incontestavelmente aspectos positivos: os rapazes e raparigas não são mais educados na ignorância do outro sexo. Mas no que diz respeito à educação, torna mais difícil reconhecer a identidade plena de cada um. A mistura generalizada não permite o recolhimento necessário para que cada jovem se situe e descubra a sua identidade própria. Para além disso, verifica-se actualmente uma forte tendência para sexualizar todos os comportamentos e todas as relações homem/mulher.
 Sob o efeito poderoso da imagem normalizadora veiculada pelos média, favorece-se a generalização de atitudes baseadas nas relações sexuais dos adultos, onde a emotividade e afectividade, que não podem ser senão mal dominadas nesta idade, são as únicas regras de conduta propostas aos jovens.
 Numerosas vozes se fazem hoje ouvir para sublinhar a importância de uma educação diferenciada para rapazes e raparigas.
As Guias e Escuteiros da Europa praticam esta diferenciação desde a origem do Movimento.
Numa sociedade totalmente mista, elas propõem hoje um espaço específico para rapazes e outro para raparigas.
O objectivo educativo é:  

* permitir aos rapazes e raparigas a expressão e afirmação da sua identidade própria: as necessiades físicas e psicológicas, os centros de interesse, os modos de afirmação da personalidade são diferentes; num grupo misto, a tendência é mais de impor a norma masculina (linguagem, vestuário), o que é pouco respeitoso da identidade feminina.
* respeitar as diferenças de maturidade psicológica: especialmente na idade escolar e mesmo liceal; a maturidade precoce das raparigas tem um efeito desvalorizador nos rapazes.
* as actividades escutistas são assim, espaços de liberdade onde os rapazes e raparigas podem desempenhar cada um o seu papel, o que lhes permite descobrir progressivamente a riqueza e harmonia das suas vocações pessoais no plano divino e a sua complementaridade:

"Deus criou o Homem à sua imagem... Ele os criou, homem e mulher." * é por isso que, ao favorecer e respeitar a formação de uma identidade própria no quadro de Unidades homogéneas e separadas, o Movimento procura igualmente levar á descoberta desta complementaridade: a criação de uma organização com duas secções, separadas nas suas actividades mas partilhando as mesmas regras, objectivos e o mesmo ideal, e reunidas na igualdade de poder e de responsabilidade ao nível dos mais velhos e dos adultos, é uma intuição notável de modernidade.
Em todos os níveis, os responsáveis, homem e mulher, agem conjuntamente.

Na idade de Caminheiros e Guias-Mais-Velhas, as actividades de formação e de serviço comuns aos rapazes e raparigas são frequentemente organizadas no quadro do Clã ou do Fogo.
No respeito da sua identidade e das suas qualidades, eles vivem, pela prática das suas responsabilidades, uma experiência de complementaridade que os prepara directamente para a sua vocação de colaboração harmoniosa na construção do mundo.
Posição nacional e internacional:  
Presentemente, existem em Portugal três tipos de Associações:
* A Associação das Guias e Escuteiros da Europa - Portugal, membro reconhecido da
UIGSE-FSE.
* As organizações que constituem a Federação Escutista Portuguesa, que aderiu à
WOSM, e da qual fazem parte a Associação dos Escoteiros de Portugal e o Corpo Nacional de Escutas.
* A Associação das Guias de Portugal, membro reconhecido da
WAGGGS.
A AGEEP não faz parte da Federação Escutista Portuguesa. A
OMME não pode reconhecer mais do que uma organização ou federação por país, que no caso de Portugal é a federação já citada.
Em contrapartida a AGEEP é membro da
UIGSE-FSE. Esta União encontra-se espalhada por mais de uma quinzena de países da Europa. Para lá das fronteiras, propõe um mesmo Escutismo e organiza diferentes actividades de âmbito internacional: encontros, campos-escola europeus, Eurojam, etc...
A
UIGSE-FSE está reconhecida como Organização Não Governamental (ONG) pelo Conselho da Europa, com estatuto consultivo, participando activamente através dos seus representantes nos trabalhos deste organismo no que diz respeito à juventude ou à família.
- A  Associação  dos Escuteiros e Guias da Europa reconhece a importância da dimensão internacional do Escutismo.
- Está profundamente ligada à
UIGSE-FSE por laços fundamentais que nos unem numa mesma comunidade de ideal, de fé e de pedagogia.
- Concorda com os princípios fundamentais do Escutismo Mundial tal como estão definidos pela constituição e regulamento adicional de Julho de 1983 (Capítulo 1, art. 1, 2 e 3) da
OMME, segundo o método escutista original que ela utiliza (educação diferenciada, três ramos de idade com a prática do sistema de patrulhas...).
- A dimensão espiritual e a ligação a uma religião não constituem causas de incompatibilidade: antes pelo contrário, são parte integrante da constituição da
OMME.
Apenas uma visão errada da laicidade (considerada como oposta ou indiferente a toda a religião e não como aceitando todas as religiões) permite julgar "incompatível" a  vontade de referência explícita a uma dimensão cristã do Escutismo.
Julgo ser idiotice protelar-se a aceitação de um Movimento de Jovens que é reconhecido internacionalmente... mesmo que o não seja em todos os Organismos, porque há legislações que sem opõem ao desenvolvimento das Associações Jovens... vá-se lá saber porquê!
Que seja o Corpo Nacional de Escutas ou a Associação dos Escoteiros de Portugal a opor-se à existência do Escutismo da Europa no nosso País... apenas por despeito ou por simples desrespeito, o tempo o dirá. 
O ESCUTISMO NÃO PODE SER UMA COUTADA DE ENTRADA CONDICIONADA À MAIOR QUOTA DO CANDIDATO! O ESCUTISMO É PARA TODOS!