quinta-feira, 26 de agosto de 2010

EFEMÉRIDES...

Fez agora 50 anos que se realizou, no Estoril, o XI Acampamento Nacional do CNE e III Jamboree Português.
Foi um Acampamento que conincidiu com duas grandes celebrações centenárias de grande significado para todos Portugueses, pois comemoravam-se mais um centenário do nascimento do Santo Condestável D. Nuno Álvares Pereira, o nosso São Nuno de Santa Maria - o querido Patrono Nacional do CNE -, e também o centenário da morte do Infante D. Henrique.
Fui um dos que tive a dita de estar presente neste evento, que teve lugar na Quinta da Marinha, propriedade da ilustre Família Pereira Coutinho.
Foi Chefe de Campo D. José Maria de Queirós e Lencastre, que tinha no seu Staf de Campo os Dr. José Francisco dos Santos, D. José Paulo de Queirós e Lencastre, Cónego Dr. José Martins Gonçalves, Pe. João Ferreira, Dr. José Duarte de Ayalla Botto, Dr. Américo do Carmo Santa Marta, Vitor Manuel de Lima e Santos, João Couto Júnior, Dr. Francisco Sousa Dias, Engº. João Albino Cabral, Dr. Manuel Faria, Dona Eugénia Brandão de Melo, Francisco O. Santos, António Xavier de Oliveira, além do Dr. Magalhães Mota, do Carlos Mana, do Afonso P. Castro e tantos outros que seria entediante inumerar.
Fiquei às ordens do Dr. Magalhães Mota, que superintendia o serviço dos Caminheiros.
Foi uma manifestação de fraterna e alegre amizade que juntou naquele XI Nacional o melhor de uma juventude irmanada no mesmo ideal que nos foi legado pelo Fundador, com a certeza de que o Infante nos indicava a rota e o Santo Condestável nos dava a sua benção, sob o signo da Flôr de Lis e à sombra da Cruz de Cristo, na certeza de que estaremos SEMPRE ALERTA PARA SERVIR não só a Pátria Portuguesa como todas as comunidades dos povos do mundo.
O lema deste XI NACIONAL foi:
"SEMPRE MELHOR!... E MAIS ALÉM!..."

domingo, 8 de agosto de 2010

ESCUTISMOS...

Em tempos já perdidos nas poeiras do passado, Portugal tinha um Governante que não gostava muito dessas modernices espalhadas por um "bife" que tinha o nome Robert Baden-Powell, um cidadão militar inglês inventor de um método de educação que alguns chamariam de revolucionário mas que esse tal governante, que até era o Presidente do Conselho de Ministros de Portugal, chamaria de movimento pervertor de consciências, pois para educar tinhamos cá a Mocidade Portuguesa e essa bastava para levar os jovens por bons caminhos.
Lógico que não ganhou a batalha da proibição e o Escutismo singrou em Portugal, primeiro por força do "arreganho" que foi colocado pela Associação dos Escoteiros de Portugal, que nunca desanimou , e depois pela perseverança posta em acção pelos fundadores do Corpo Nacional de Escutas, que teimaram em não desistir de trazer para o seio da Igreja a magnífica obra educacional já então implantada no mundo chamado civilizado, que tinha o cunho e genialidade de um Lord de Gilwell que até foi General dos Exércitos de Sua Majestade Britânica e foi herói nas Campanhas contra os Matabeles, na Guerra do Boers na África do Sul, mas especialmente pela sua acção durante o Cerco de Mafeking.
Não vou agora dissertar sobre aquilo que foi essa acção, nem sobre os celebrados "Cadetes de Mafeking", porque um Escuteiro não necessitará de ser recordado constantemente da forma como B.P. criou o Movimento de que foi Chefe Mundial.
Aquilo que gostaria é não ter de me confrontar com notícias sobre o Escutismo Mundial que possam dar conta de algumas coisas que podem ser consideradas como alienação e não formação.
Explico: O Escutismo em Moçambique, de que mostro uma fotografia do Agrupamento S. Miguel de Nova Freixo no dia das primeiras Promessas, estava vivo e recomendava-se, até ao dia em que a independência do território tornou Moçambique numa República Socialista de inspiração comunista. Aproveitando a existência do Escutismo, o Governo de Joaquim Chissano resolveu autorizar o "ressuscitar" do Movimento... mas há a possibilidade de que se possa tornar em algo a controlar pelo Governo, sendo relevante o facto de o Presidente da República de Moçambique em exercício ser assim uma espécie de "manda chuva" do Escutismo, com o cargo de "Patrono" do Escutismo Moçambicano, enquanto o anterior Presidente, Joaquim Chissano, é o Presidente do Conselho Nacional, cargo até à pouco exercido por Brazão Mazula... que nos seus tempos de Padre Missionário da Consolata foi Assistente do Agrupamento nº. 424 - S. Miguel de Nova Freixo, nos tempos do Corpo Nacional de Escutas da era colonial.
Há um Director Nacional... "importado", porque não é Moçambicano mas sim Polaco, chamado Leonardo Admowicz, que se julga reportar ao Presidente de Moçambique e dele recebe luz verde, ou não, para se cumprirem os programas do Escutismo Mundial. Acredito que tenha qualidades para o exercício do cargo!
Seria bom que a Liga do Escuteiros Moçambicanos, criada em 1994, viesse a ser a verdadeira impulsionadora do Escutismo em Moçambique, dentro do espírito de Baden-Powell e que não venha a copiar a repetição dos erros que acontecem em muitos paízes de África, onde são um exemplo nulo e até causa impressão ouvir dizer que são ESCUTEIROS!
Sei que Chissano e Guebuza são pessoas bastante responsáveis e não querem impor ninguém a obrigatoriedade de ser militante da FRELIMO para ser Escuteiro. Nem a Igreja Moçambicana iria permitir uma indignidade dessas.
Confiemos, pois, que o Governo de Moçambique permita aos jovens seguir o ideal de educação integral preconizado por Lord Baden-Powell of Gilwell, de molde a serem exemplo para o mundo, que os espera nos Jamborees, nos Rover, nos Indaba, para, de mãos dadas com eles, poderem gritar ao mundo: O ESCUTISMO É UMA FRATERNIDADE MUNDIAL !