sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O ESCUTISMO... ESCOLA DE JOVENS?

Para quem não conheça o Movimento Escutista em profundidade, há sempre perguntas que ficam sem resposta ou propostas de vida que se desconhecem, caminhos dos quais se não vislumbram as pistas a seguir... permanecendo sempre latente uma interrogação sobre o verdadeiro papel das Igrejas na determinação de um carácter que se preconiza como necessário para a integral formação dos jovens.
Sir Baden-Powell, o Fundador, foi educado segundo os ensinamentos da Igreja Anglicana, de que seu Pai era um eminente e reverendíssimo Pastor, tendo sido fundamental esta vivência religiosa para a formação do seu carácter... sendo também o ponto "X" da formação dos jovens que pretendiam aderir ao Escutismo: "Ninguém poderá ser um bom Escuteiro se não tiver uma religião, seja ela qual seja!" - disse BP.
A vivência do método escutista desenvolve a nossa vontade de conhecer e participar, da natureza para a sociedade.
Tal acontece sempre nas pequenas comunidades, coetâneas e sucessivas (Bandos, Patrulhas e Equipas), de crianças, adolescentes e jovens (Lobitos, Exploradores, Pioneiros e Caminheiros, na designação do Corpo Nacional de Escutas).
Com isto, Baden-Powell foi ao encontro quer do espírito de aventura quer da vontade de integração e pertença dos mais novos.
Partindo daí, sugeriu-lhes metas positivas de crescimento pessoal e comunitário e desenvolveu-lhes o sentido da responsabilidade por si e pelos outros, bem como o gosto pela vida ao ar livre e em grupo.
Com o correr do tempo e o assentimento de Baden-Powell e dos respectivos responsáveis religiosos, foram surgindo organizações escutistas confessionais (CNE...AGP...), a par de outras de cariz interconfessional (AEP...).
A Igreja Católica reconheceu todas as virtualidades do Escutismo na formação integral da juventude, dentro da sua confessionalidade específica.
Em Portugal, o Escutismo Católico nasceu por iniciativa do Arcebispo de Braga, D. Manuel Vieira de Matos, que tinha ficado vivamente impressionado com a participação dos milhares de escuteiros presentes no Congresso Eucarístico Internacional de 1922, em Roma.
Foi com o nome de Corpo de Scouts Católicos Portugueses que nasceu, em Braga, no ano de 1923, aqueles que é, na actualidade, o Corpo Nacional de Escutas. Em 1925 o Papa Pio XI encorajou esta iniciativa e o seu progresso. Em 1927, D. Manuel Vieira de Matos dizia, feliz: “O Escutismo é a maior obra católica no meu país”.
Obtido o reconhecimento oficial das autoridades públicas, em 1923 e 1925, subsistiu como movimento juvenil autónomo em 1936, graças ao generoso empenho de todos os seus Dirigentes e à acção do Episcopado.
Em 1983, o Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português foi reconhecido pelo Estado como Instituição de Utilidade Pública.
Sem qualquer espécie de dúvidas que possam subsistir, o Escutismo é hoje, em todo o mundo, uma escola de formação integral dos jovens, segundo o método que nos foi legado por Robert Stephensson Smyth Baden-Powell, Barão de Gilwell e herói de Mafeking, quando escreveu a sua inspirada obra "ESCUTISMO PARA RAPAZES", que veio a ser a semente de todo o Movimento.
Será o Escutismo uma escola de formação integral do jovem? Quem o ousará desmentir?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

OS REIS MAGOS ...QUEM FORAM?

Encontramos os Magos do Oriente mencionados apenas uma vez, num dos quatro Evangelhos, mais própriamente no de Mateus. Nos 12 versículos em que é tratado este assunto, Mateus não especifica quantos eles eram. Sabe-se que seria mais do que um, porque a citação está no plural – e não se encontra nenhuma menção de que seriam reis. “Não há evidência histórica da existência dessas pessoas”, afirmam alguns historiadores, afirmando que os magos “São personagens criados pelo evangelista São Mateus para assim simbolizar o reconhecimento de Jesus por todos os povos.”
De qualquer forma, a tradição dos Reis Magos permaneceu viva, sendo apenas no século III que eles vieram a receber o título de "reis"– provavelmente como uma maneira de se confirmar a profecia contida no Salmo 72: “
Todos os reis se prostarão diante dele”. Cerca de 800 anos após o nascimento de Jesus, eis que eles ganharam nomes e locais de origem: Melchior seria rei da Pérsia; Gaspar, o rei da Índia; e Baltazar, o rei da Arábia.
Em hebreu, esses nomes significavam “rei da luz” (melichior), “o branco” (gathaspa) e “senhor dos tesouros” (bithisarea).
Quem visitar hoje a catedral de Colônia, na Alemanha, será aí informado de que ali repousarão os restos mortais dos três Reis Magos.
De acordo com uma tradição medieval, os Magos ter-se-iam reencontrado quase 50 anos depois do encontro no primeiro Natal, em Sewa, uma cidade da Turquia, onde viriam a falecer.
Mais tarde, os seus corpos teriam sido levados para Milão, na Itália, onde permaneceram até ao século XII, quando o Imperador germânico Frederico dominou a cidade e mandou trasladar as urnas mortuárias para Colónia. “Não sei quem estará enterrado lá, mas com certeza não são os Reis Magos”, diz o teólogo Jaldemir Vitório, do Centro de Estudo Superiores da Companhia de Jesus. Mas isso não diminuirá a beleza da simbologia do Evangelho de Mateus ao narrar o nascimento de Cristo.”
Afinal, deve-se aos Magos a tradição de se darem presentes no Natal. No ritual da antiguidade, o ouro seria o presente para um rei. O incenso, para um religioso. E a mirra, para um profeta (a mirra era usada para embalsamar os corpos e, simbólicamente, representava a mortalidade).
"Tendo Jesus nascido, em Belém da Judéia , no tempo do rei Herodes, eis que magos vindos do Oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: "Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos o seu astro no oriente e viemos prestar-lhe homenagem".
A esta notícia, o rei Herodes perturbou-se, e toda a Jerusalém com ele. Reuniu todos os sumos sacerdotes e os escribas do povo, e inquiriu deles o lugar onde o Messias devia nascer. "Em Belém da Judéia", disseram-lhe eles, "pois é isto o que foi escrito pelo profeta : E tu, Belém , terra de Judá , não és decerto a menos importante das sedes distritais de Judá : pois é de ti que sairá o chefe que apascentará Israel , meu povo". Então Herodes mandou chamar secretamente os magos , inquiriu deles a época exata em que aparecera o astro, e os enviou a Belém dizendo: "Ide informar-vos com exatidão acerca do menino; e, quando o tiverdes encontrado, avisai-me para que também eu vá prestar-lhe homenagem". A estas palavras do rei , eles se puseram a caminho, e eis que o astro que tinham visto no oriente avançava à sua frente até parar em cima do lugar onde estava o Menino. À vista do astro, sentiram uma alegria muito grande. Entrando na casa, viram o Menino com Maria , sua Mãe, e prostrando-se, prestaram-lhe homenagem; abrindo seus escrínios, ofereceram-lhe por presente ouro, incenso e mirra. Depois, divinamente avisados em sonho de que não tornassem a ir ter com Herodes, retiraram-se para sua pátria por outro caminho". (Mateus 2: 1,12) Bíblia Sagrada – tradução Ecuménica
UM BOM DIA DE REIS