quarta-feira, 26 de setembro de 2007

100 ANOS PELO MUNDO...


Quando Baden-Powell, num rasgo de génio, criou o Escutismo, jamais terá pensado na repercussão que o seu sistema educacional viria a ter em todo o Mundo. Países pobres ou ricos, conservadores ou democratas, repúblicas ou monarquias, católicos ou de qualquer outra confissão religiosa, saudam da mesma maneira, com o dedo polegar sobreposto ao mindinho, os outros erguidos, direitos, formando uma Flôr de Lis estilizada, símbolo universal do Escutismo. BE PREPARED, SEMPRE ALERTA, SEMPRE PRONTO, SIEMPRE LISTO... enfim cada País com a sua divisa mas todas visando um mesmo fim: Estar sempre disponível para SERVIR, pois o espírito Escutista é esse, precisamente.Milhões de pessoas, na maior parte dos Países e das culturas existentes no mundo aderiram à Promessa e à Lei do Escuteiro. Este ano de 2007 não é apenas um olhar sobre um passado, mas é, sobretudo, a entrada num novo século do Escutismo. no 100º. aniversário da Movimento Escutista devemos estar atentos ao seu desenvolvimento em prol do Jovem e da sua formação total. Será através desse desenvolvimento que iremos preparar o futuro da nossa Juventude, em prol da Família, base de toda a sociedade, e da Igreja que nor orgulhamos de professar. Contacte-se a juventude presente num Jamboree e fácilmente se conclui: O ESCUTISMO É UM POLO DE UNIÃO ENTRE AS JUVENTUDES DE TODO O MUNDO... E CONTINUARÁ A SER AQUILO QUE CADA UM DE NÓS, COMO ADULTOS, SOUBERMOS DAR. COMO RESPOSTA, AOS JOVENS, QUE EM NÓS CONFIAM! É PRECISO ESTAR PREPARADOS... SEMPRE ALERTA... PARA SERVIR!

domingo, 16 de setembro de 2007

O CENTENÁRIO...







BROWNSEA 1907...
BROWNSEA 2007...
100 ANOS A FORMAR JOVENS PARA
O MUNDO DE HOJE!
UM CENTENÁRIO DE GLÓRIA PARA O ESCUTISMO--
*** Certamente muita gente se perguntará porque razão os métodos educacionais preconizados por alguns pedagogos de enorme nomeada, como o são Rabelais, Erasmo ou Rousseau, tendo algumas componentes similares àquelas que Baden-Powell utilizou no Escutismo, uma vez que também eles preconizavam a educação pelo jogo, pela vida ao ar livre, pela observação da natureza. A esta interrogação apenas se pode dar uma resposta: - BP era detentor de uma brilhante personalidade, emergente de uma vida bastante preenchida, desde os tempos em que viveu aventuras extraordinárias com os irmãos, estudou a pessoa humana nos personagens que representou quando estudava na Cartucha, evoluiu nos conhecimentos que veio a adquirir quando serviu o seu País na Índia e em África. Tudo isto foi complementado com uma vida rude e livre, em que se forjou o seu carácter de forma tão determinante que o levou a adoptar esta vida à juventude, que andava em busca de novos horizontes que dessem um sentido à sua avidez de crescimento para a vida de um mundo em convulsão. Baden-Powell descobriu que os jovens necessitavam de sentir o apelo da fraternidade, precisavam de aventuras, novas descobertas capazes de os levar a sentirem-se pessoas completas, confiáveis.
Foi na recordação das suas próprias experiências pelas matas da Cartucha, daquilo que os rapazes de Mafeking lhe transmirtiram quando do cerco, que Baden-Powell criou uma base de trabalho para a expertiência de Brownsea.
Cem anos depois... aí está a prova de que valeu a pena tamanha dedicação aos jovens! Baden-Powell tomou a sério os jovens, olhou-os com amor e conduziu-os pelos caminhos do bem, até pela Boa Acção de cada dia que lhes inculcou no espírito: "O ESCUTA É ÚTIL E PRATICA DIÁRIAMENTE UMA BOA ACÇÃO".
Logo após Brownsea, BP foi de férias pela América Latina, no ano de 1908, e colaborou , no Chile, na criação da primeira Associação de Escutismo no estrangeiro. Na América do Norte, graças à prática da Boa Acção a que a Lei do Escuta nos compromete, criou-se também o Escutismo. Um americano rico, que se havia deslocado a Londres, transportava alguma bagagem bastante pesada, a caminho do hotel. Um rapaz, que teria os seus 15 anos, ofereceu-se para transportar a bagagem ao americano. Feito o trabalho, o cidadão rico pretendeu gratificar o rapaz, mas este, fazendo a saudação com os três dedos, recusou, gentilmente, a gratificação, dizendo-lhe: "Sou Escuta e pratiquei a minha Boa Acção, ajudando-o!"
O americano, impressionado, foi informar-se sobre o que era o Escutismo. No Quartel General dos Escutas de Londres comprou o "Escutismo para Rapazes" e, assim que voltou aos Estados Unidos, tratou de lançar as bases dos Boys Scout na América.
A grande aventura do Escutismo, iniciada em Brownsea no já longínquo 1907, consubstânciou-se agora com o Grande Acampamento do Centenário! Nos céus, sorrindo feliz pela obra realizada, Robert Baden-Powell of Gilwell murmura muito baixinho: "...valeu a pena! Os jovens compreenderam aquilo que lhes quiz transmitir naqueles dias de Acampamento acontecidos no Verão de 1907! Que o Chefe Divino os proteja sempre... e que eles estejam SEMPRE ALERTA... PARA SERVIR!"

O FOGO DE CAMPO...

* Nos meus tempos de Escuteiro, confesso que estava sempre ansioso por poder participar nos Acampamentos em que a minha Alcateia... Patrulha... Equipa... ou como Dirigente, ia participando um pouco por todo o lado, fosse em actividades de Grupo, Agrupamento, Regionais, Nacionais ou Internacionais. E uma das actividades em que sentia maior alegria em participar era no Fogo de Campo ou de Conselho. Era sempre um momento de desafio, de alegria, de reflexão, de partilha, de amizade sincera que se exteriorizava nas canções, nos ditos, nos aplausos, nas encenações... e enchia-me a alma vêr o crepitar do fogo, as faúlhas a subir rumo ao infinito... convidando à oração, mesmo que silenciosa.
Acreditem que nada há de mais belo do que a chama a iluminar a noite, aquecendo-nos de uma forma total, pois também os corações se revigoravam com aquela luz que nos era guia!
De tal forma ficávamos envolvidos que nos sentíamos mais vivos quando ela ardia de forma mais vivaz... mas quando ela começava a perder a sua força, a energia da sua chama, também sentíamos que a nossa força, se estava a perder na noite imensa. O nosso fogo parece que está a apagar-se... e sentimos que se quebra alguma magia da noite .
Dizia-se nos dias de campo da minha Juventude que: "É NO FIM DO DIA QUE A VIDA TEM MAIS MAGIA!", e eu concordo que nada se pode comparar a um dia em plenitude, em que o zénite se atinge com o Fogo de Conselho. O fogo reflectia todo um mundo de sonhos, em que tudo era perfeito, havia cumplicidades com o nosso parceiro do lado, que tinha o rosto iluminado pela mesma chama que o meu... sentindo que aquela luz me revelava um Irmão em Ideal, que comunga das mesmas aventuras e pensa exactamente o mesmo que nós pensamos, naquele preciso momento!
Quando nos reunimos com os nossos Amigos Irmãos mais novos ou mais velhos, todos estamos a partilhar os sentimentos que nos dá essa força sobrenatural, que é o fogo, e todos nos deixaremos levar com ele... no início é a entrada em que começamos a senti-la e a vivê-la... a meio é o expoente máximo dos nossos sentimentos e da própria vida... por fim a Paz se deixa transparecer, e de todos os sentimentos até agora sentidos, um deles prevalece... o cansaço.
É este que por vezes não nos deixa captar a mensagem que a fogueira nos procura transmitir! E que bom seria que essa mensagem vhegasse mesmo até cada um de nós!
Talvez os membros do Governo Português, os que deveriam coordenar o Território, a Agricultura ou a Juventude, fossem um pouco mais abertos ao Espiríto do serviço do próximo se tivessem permitido que, na comemoração do Centenário do Escutismo no Mundo, acontecida no Acampamento Nacional realizado em Idanha-a-Nova, pudesse ter sido realizado o tradicional Fogo de Conselho, não só pela efeméride mas também pelo significado e estímulo para os participantes mais jovens nesta actividade, porque um Campo sem Fogo... talvez seja parecido com um jardim sem flores!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

BROWNSEA - 100 Anos de Escutismo (Continuação)


Já vimos como era programado o dia-a-dia dos jovens pioneiros do Escutismo no 1º. Acampamento experimental de Brownsea. Paralelamente iam-se formando os Guias de Patrulha, figura nuclear do método criado por Lord Baden-Powell. Podemos dar uma vista de olhos a uma Carta aos Guias de Patrulha, que é demonstrativa da importância que BP dava ao cargo:
" Quero que vocês, Guias de Patrulha, entrem em acção e instruam as vossas Patrulhas inteiramente sózinhos e à vossa maneira, porque, para vocês, é perfeitamente possível pegar em cada um dos rapazes da Patrulha e fazer dele um bom companheiro, um verdadeiro Homem. De nada valerá ter um ou dois rapazes admirávelmente preparados, se o resto não prestar para nada. Vocês devem procurar fazê-los todos positivamente bons. Para o conseguir, a coisa mais importante é o vosso próprio exemplo, porque aquilo que vocês fizerem, acreditem que os vossos Escuteiros também o farão!
Têm mostrado a todos eles que vocês sabem obedecer às ordens dadas, sejam elas ordens verbais, ou sejam regras que estejam escritas ou impressas; e que vocês cumprem ordens, esteja ou não presente o Chefe Escuteiro. Mostrem que conseguem conquistar distintivos de Especialidades e, com um pouco de presuação, pois os vossos rapazes seguirão o vosso exemplo.
Mas lembrem-se sempre que vocês devem guiá-los, e não empurrá-los.
Baden-Powell of Gilwell".
A identificação das Patrulhas fazia-se pela ostentação de umas fitas que cada elemento trazia colocada no ombro esquerdo, com uma cor para cada animal. Por exemplo, os Corvos usavam a fita roxa, os Lobos a azul, os Touros a verde e os Maçaricos Amarela.
Os Guias distinguiam-se por serem portadores de uma vara curta, onde se via presa uma bandeira triangular de cor branca, onde Baden-Powell pintou de côr verde o animal tótem da Patrulha, bem como as letras BA, correspondente à primeira e última letra da palavra "BROWNSEA".
Mas o Guia de Patrulha tinha outro distintivo: Uma flôr de lis recortada em feltro branco, presa na parte dianteira do seu chapéu através de um alfinete.
Quando falamos do Acampamento de Brownsea, fala-se muito de Baden-Powell, como é lógico, mas muito pouco dos outros participantes. Quantos eram, afinal? Não estão muito claros os números, havendo divergência de opiniões entre os "historiadores" escutistas, ainda que pareça haver uma quase unânimidade de que seriam entre 20 e 30 os elementos distribuídos pelas quatro Patrulhas. Fala-se que BP levou como assistente o sobrinho Donald Baden-Powell, que tinha apenas 9 anos, razão porque foi apenas "ordenança" do tio.
"STAFF" DE CAMPO - KRAAL:
* Robert BADEN-POWELL, 50 anos - Chefe do Acampamento;
* George GREEN, 48 anos - Assistente - Capitão das "Brigadas de Rapazes";
* Kenneth MAC LAREN, 47 anos - Assistente;
* Henry ROBSON, 51 anos - Assistente - Capitão das "Brigadas de Rapazes";
* Donald BADEN-POWELL, 9 anos - Ordenança de BP
PATRULHA CORVO:
- Guia Herbert BARNES, 15 anos, interno da Cartucha;
- Herbert COLINGBOURNE, 15 anos, Escuta de Bornemouth;
- Humphrey NOBLE, 15 anos, interno de Eton;
- William RODNEY, 10 anos, interno - + 1915;
- James TARRANT, 16 anos, Escuta de Bornemouth, + 1911;
PATRULHA MAÇARICO REAL:
- Guia George RODNEY, 15 anos, interno de Eton;
- Terry BONDIELD, 13 anos, Escuta de Bornemouth;
- Richard GRANT, Escuta de Bornemouth;
- Alan VIVIAN, 15 anos, Escuta de Bornemouth;
- Bert "Nippy" WATTS, 7 anos, Escuta de Bornemouth;
PATRULHA LOBO:
- Guia Bob WROUGHTON, 16 anos, favorito de BP, + 1914;
- Cedric CURTEIS, 13 anos, Escuta de Poole;
- John Evans LOMBE, 11 anos, interno de Cheltenham;
- Percy MEDWAY, 14 anos, Escuta de Poole;
- Simon RODNEY, 12 anos ***
PATRULHA CORVO:
- Guia Thomas EVANS-NOBILE, 14 anos, interno de Cheltenham, + 1994;
- Bert BLANFORD, 13 anos, Escuta de Bornemouth;
- Marc NOBLE, 10 anos, interno de Etoon, + 1917;
- Arthur PRIMMER, 15 anos, Escuta de Bornemouth;
- James RODNEY, 14 anos, interno de Harrow.
*** não confirmada a presença.
Estes são os "heróis" que tornaram possível o Centenário agora comemorado.
São dignos de ser recordados, junto com BP, pois foram pioneiros de um método que se mostrou ser a maior descoberta educacional para a juventude do Mundo.

sábado, 8 de setembro de 2007

BROWNSEA - 100 anos depois (Continuação)

----------* Depois que todo o Reino Unido reconheceu a capacidade de liderança de Lord Baden-Powell, pela forma heróica como soube defender Mafeking de um cerco posto por forças inimigas tão esmagadoramente superiores, não só em número de guerreiros como no conhecimento que tinham do terreno, o Fundador foi promovido a Major General. Foi coroado pela auréloa da heroicidade, tanto pelos adultos como pelas crianças, logo que ele regressou a Inglaterra. Aqui verificou, com surpresa, que o seu manual AIDS TO SCOUTING (Ajudas à Exploração Militar), que havia sido escrito para os militares, se tornara bastante popular e estava a ser usado como compêndio nas escolas masculinas. Baden-Powell percebeu que isto era um desafio a que teria de responder, pois seria uma grande oportunidade para ajudar a juventude a encontrar um caminho.
Estava a germinar na cabeça de Lord BP a ideia do ESCUTISMO!
Se um livro com actividades de exploração para adultos exerceu tal atracção sobre os rapazes, sendo-lhes fonte de inspiração... outro livro, que fosse escrito especialmente para rapazes, certamente que viria a despertar muito mais interesse.
Foi então que reduziu a escrita toda a sua experiênia aduirida na Índia ou na África, entre Zulus ou outras tribos selvagens. Reuniu uma biblioteca especialmente escolhida e estudou tudo quanto respeitasse a métodos utilizados em todas as épocas para educar e treinar os rapazes, começando pelos jovens de Esparta, passando pelos antigos Bretões e pelos peles-vermelhas até chegar aos nossos dias. A ideia do Escutismo, que havia começado a germinar no espírito do Fundador, crescia a olhos vistos.. mas era necessário colocar em prática aquilo que vinha estudando sobre a metodologia a empregar.
É então que surge a ideia de levar os jovens para a Ilha de Brownsea, no Canal da Mancha, constituí-los nas Patrulhas Maçarico Real, Touro, Corvo e Lobo e realizar o 1º. Acampamento Escutista que o mundo presenciaria. Ao longo de 8 dias estabeleceu um programa diário de rotina de trabalho, como segue:
- 06H00 - Levantar e higiene pessoal; -Instrucção prática dos objectivos do dia; - Exercícios físicos; - Orações da manhã; - Arejar tendas e roupas:
- 08H00 - Pequeno almoço;
- 08H30 às 12H00 - Exercícios Escutistas de acordo com o programa do dia; - Banho;
- 13H00 às 14H15 - Descanso e silêncio total;
- 14H30 às 16H30 - Exercícios Escutistas de acordo com o programa do dia;
- 17H00 - Chá; - Jogos de campo; - Preparação para a noite;
- 20H00 - Jantar; - Fogo de conselho; - Orações da noite;
- 21H00 - Silêncio.
A experiência foi mais um êxito completo para Baden-Powell, que, no início de 1908, começou a publicar, em seis fascículos quinzenais, o seu manual de adestramento escutista "SCOUTING FOR BOYS" ou "Escutismo para Rapazes", cujo êxito editorial foi para além daquilo que BP esperaria, pois lançou um Movimento que veio a alastrar por todo o mundo.Assim que apareceu nas livrarias ou nas bancas de jornais, começaram logo a organizar-se as Patrulhas ou "Tropas Escutistas", não apenas em Inglaterra mas em muitos outros países. O Movimento cresceu de tal modo que, em 1910, Lorde BP compreendeu que o Escutismo seria a obra a que dedicaria o resto da sua vida. Teve a visão e a fé de reconhecer que podia fazer mais pelo seu País, preparando a nova geração para a boa cidadania, do que preparando um punhado de homens para uma futura guerra.Pediu então a dispensa do Exército, onde chegara a Tenente-General, e começou então a sua "segunda vida", como frequentemente dizia, uma vida de serviço ao mundo através do Escutismo.
Em 1912 Robert Baden-Powell fez uma viagem à volta do mundo, para contactar os Escuteiros de muitos outros paízes. Foi este o primeiro passo para fazer do Escutismo uma FRATERNIDADE MUNDIAL.
A Primeira Guerra Mundial interrompeu momentâneamente as actividades Escutistas no mundo, mas com o fim das hostilidades tudo recomeçou, e em 1920os Escuteiros de todo o mundo se reuniram em Londres para a 1ª. concentração internacional de Escuteiros: Foi o 1º. Jamboree Mundial. Na última noite deste Jamboree, a 16 de Agosto, Robert Stephenson Smyth Baden-Powell foi proclamado "Escuteiro Chefe Mundial", sob o aplauso de uma verdadeira multidão de rapazes.
O Escutismo continuou a crescer, de tal modo que, quando atingiu a "maioridade", que naquele tempo era aos 21 anos, havia no mundo mais de 2 milhões de membros.
Foi nessa ocasião que BP recebeu do Rei Jorge V a honra de ser elevado a Barão, sob o nome de Lord Baden-Powell of Gilwell. Mas, apesar deste título, BP continuou a ser, para todos os Escuteiros do mundo, e continuará a ser para sempre BP - o Escuteiro-Chefe Mundial. A memória do Fundador será eterna!
Quando lhe começaram a faltar as forças, depois dos 80 anos de idade, regressou à sua amada África, juntamente com sua Esposa, Lady Olave Baden-Powell, que foi sua entusiástica colaboradora em todos os seus esforços, e que era a Chefe Mundial das "Girl Guides" - as Guias - que foi outro Movimento também iniciado por BP, mas destinado às raparigas. BP e Lady Olave fixaram residência no Quénia, num local tranquilo e com uma paisaigem maravilhosa, com florestas com quilómetros de extensão, montanhas por fundo, com picos cobertos de neve...
...sendo aí que Baden-Powell veio a falecer, no dia 08 de Janeiro de 1941, quando lhe faltava pouco mais de um mês para completar os 84 anos de idade.

sábado, 1 de setembro de 2007

BROWNSEA - 100 anos depois

Já se passaram 100 anos!...
Na pequena Ilha de Brownsea, situada na Baía de Poole, na costa meridional, a Sul da Grã-Bretanha, um acontecimento veio mudar o cenário mundial dos métodos de educação para a juventude, na velha Inglaterra e em todo o Mundo, graças ao trabalho desenvolvido por Lord Baden-Powell, que ali reuniu um grupo de 20 rapazes, que constituiram as Patrulhas "Corvos", "Lobos", "Maçaricos" e "Touros", que foram as pioneiras na colocação em prática dos ensinamentos do Fundador no seu livro "Escutismo para Rapazes", "Scoutins for Boys" no original.Entre os dias 29 de Julho e 09 de Agosto de 1907, estes rapazes "fizeram" História com a participação numa aventura centenária que veio a ter um largo alcance para o mundo.
Sir Percy Everett, um dos participantes no 1º. Acampamento, recorda:
"Durante o Verão de 1907, o Chefe foi completando gradualmente os seus planos para o evento. Houve a sorte de ele e o amigo Sir Charles van Raalte conseguirem a cedência de um bocado de terreno em Brownsea... e esta ilha era o local ideal para aquilo que pretendia: Duas milhas de comprimento e uma de largura, com muitos bosques e dois lagos no centro, sendo aquilo que nós poderíamos chamar de "um bom terreno escutista", com um bom litoral no sudeste arenoso, onde o acampamento foi montado.
O Sr. G.W. Greene, de Pool, que foi quem dirigiu os Escutas de Pool durante alguns anos, tratou de recrutar os rapazes para o acampamento, que iriam constituir as Patrulhas, que acampavem por sua conta, sob direcção dos seus próprios monitores, os Guias de Patrulha, havendo uma total responsabilidade de, pela sua honra, levar por diante os desejos do Chefe e colocar em tudo a melhor eficiência.
As memórias mais vividas eram os fogos de conselho, antes das orações e do apagar das luzes. O Chefe, ao redor do fogo, contava-nos algumas histórias assustadoras, conduzia ele mesmo o canto "Eengonyama" e, com o seu jeito inimitável, atraía a atenção de todos. Eu ainda posso vê-lo como ele ficava dianta da luz, alerta, cheio de alegria e de vida, um momento grave, outro alegre, respondendo a todas as questões, imitando o chamamento dos pássaros, mostrando como se tocaia um animal selvagem, contando uma história curta, dançando e cantando ao redor da fogueira, mostrando uma moral, não apenas em palavras, mas usando histórias e convencendo a todos presentes, rapazes e adultos, que estavam prontos para segui-lo em qualquer direcção!"
100 anos depois... no mesmo local... certamente alguns dos Escuteiros de todos os Continentes terão lá dado pela presença de um sempre jovial Chefe Escuta, que não quiz deixar de estar com os seus Amigos neste momento de celebração tão importante para o Escutismo Mundial! Talvez até tenham ouvido o toque do chifre de kudo, tenham aprendido dele o "Eengonyama" e gritado, a plenos pulmões: "BY PREPARED" ou SEMPRE ALERTA!
Saibamos merecer o legado do Chefe! No Dia do Pensamento... recordai-o com a saudade de alguém que, não tendo vivido no nosso tempo... é um cidadão de todos os tempos!

O FUNDADOR DO ESCUTISMO

Tenente General
. Robert Stephenson Smyth Baden-Powell .
Lord de Gilwell
1º. Chefe Escuta Mundial
Cidadão do Mundo
Nasceu em Londres em 22.Fev.1857 - faleceu em Nyeri - Quénia, em 08.Jan.1941