segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

CHEGOU A HORA DO ADEUS... VIVA 2008




Passado o Natal, temos logo o FIM DE ANO, que nos convida a reflectir sobre o ano que finda.
O Escutismo viveu um grande momento, pois 2007 foi ano de comemoração do 1º. centenário... e 100 anos de vida são assaz importantes na vida de um qualquer Movimento, que vê consolidar-se uma genial ideia de um Homem genial: Lord Robert Baden Powell, o Fundador e 1º. Chefe Mundial do Escutismo.
Resta pedir ao Chefe Divino que abençoe todas as nossas actividades, que se faça presente sempre nas mesmas e nos dê sempre lucidez para discernir quais as pistas que nos hão-de conduzir até Ele.
Porque o dia 1 de Janeiro, além de início do Novo Ano, é Dia Mundial da Paz, que o Senhor nos faça viver sempre a Sua Paz, extensiva a todo o mundo! Que Nossa Senhora, Mãe dos Escutas, nos seja sempre protectora, neste ano e na nossa vida.
PARA TODOS OS ESCUTEIROS, ACTIVOS OU NÃO,
UM BOM ANO 2008!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007










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QUE O CHEFE
DIVINO
TE ENCHA DE VENTURAS
"É que vos nasceu hoje, na cidade de David, o Salvador, que é o Messias, o Senhor. E isto vos servirá de sinal para o identificardes: Encontrareis um menino envolto em panos e deitado
numa manjedoura"
Então, de repente, apareceu junto ao anjo uma grande multidão do exército celestial, louvando a Deus e dizendo:

"GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS, E PAZ NA TERRA AOS HOMENS DO SEU AGRADO!"

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O ESCUTISMO EM PORTUGAL - I


Confesso que estar a descrever aquilo que foi a caminhada do Escutismo em Portugal, logo após Bronwsea ter servido de laboratório de ensaio onde decorreu a experiência levada a cabo com os jovens que viriam a constituir-ser como pioneiros de algo tão grandioso como é o Movimento em boa hora criado pelo Fundador, Lord Robert Smith Stephenson Baden-Powell of Gilwell, é tarefa demasiadamente importante para quem, como eu, tão pouca importância veio a ter no Escutismo, nos anos em que, com orgulho, enverguei a farda de tão extraordinário Movimento de Juventude.
Não foram fáceis os primeiros anos, mercê das "perseguições" feitas aos Escutas - voluntários num Movimento de juventude - por causa da Mocidade Portuguesa - movimento similar, mas de carácter obrigatório - que arriscavam "faltas não justificadas" nos liceus e escolas técnicas que frequentavam, por ordem expressa da hierarquia do País.
A Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP) também nasceu depois da experiência tida em 1911, por iniciativa do então governador do território de Macau, Tenente Álvaro de Melo Machado, quando ali fundou o 1º. Grupo de "Escoteiros" em território português. No regresso a Lisboa, em 1912, Álvaro Machado empenhou-se na formação de um Grupo na Capital, que veio a ser o Grupo nº. 2 da AEP, porque a Associação Cristã da Mocidade já havia criado do 1º. Grupo.
Graças à enorme divulgação dada pelo jornal "O SÉCULO", que vinha publicando artigos sobre Escutismo. dando a conhecer o que era, os métodos e objectivos do mesmo, convidando ainda os jovens dos Liceus e Escolas a aderir a este Movimento, acabando assim por aparecer um Grupo no Liceu de Pedro Nunes, em Lisboa, de que Carlos Botelho, ínsigne pintor, veio a ser um dos fundadores. Era um Grupo bastante eclático, sem preconceitos de ordem religiosa, pois havia ali católicos, protestantes, agnósticos e judeus. Em pouco tempo começavam a surgir Grupos um pouco por todo o País, sendo um dos Grupos do Porto apelidado de "Adueiros".
Ao ser criada a AEP, filiaram-se nela o Grupo 3 de Leiria, o Grupo 4 de Torres Vedras, o Grupo 5 da Escola Normal do Calvário (Lisboa), o Grupo 6, derivado do Grupo 2, o Grupo 7, da União Cristã de Jovens (Lisboa), o Grupo 8 de Faro, o Grupo 9, da Rua da Madalena (Lisboa), o Grupo 10, do Palácio do Governador de Lourenço Marques (Moçambique), o Grupo 18 do Colégio dos Órfãos de S. Caetano (Braga), o Grupo 16 da Rua de Sá da Bandeira (Porto). O primeiro Grupo feminino da AEP ficou com o nº. 28.
Seria fastidioso estar a enumerar todos os Grupos que foram sendo criado ao longo destes anos, mas também temos o problema da tal perseguição, encetada a favor da Mocidade Portuguesa, que levou ao encerramento de muitos Grupos, que não resistiram ao poderio emanado de S. Bento, apesar de o Presidente da República, Dr. Bernardino Machado, ter aceite, em 1916, ser presidente honorário da AEP. A acção dos Escoteiros no incêndio do Arsenal do Alfeite, foi mui elogiada por toda a imprensa da época, pois salvaram das chamas um acervo valioso de livros e do espólio da Escola Naval. Foi considerada como Associação de beneficiência e benemérita. Também foram foram importantes as realizações levadas a cabo pela Associação dos Escoteiros de Portugal. Em 1919 propôs ao Governo, e este concedeu-a, a Comenda da Ordem Militar de Cristo a Baden-Powell. Em 1920 a AEP participou no 1º. Jamboree Mundial, em Olympia - Londres, recebendo passaportes diplomáticos de Portugal todos os participantes. Em 1924 participa a AEP no 2º. Jamboree, desta vez na Dinamarca. Em 1925 realiza a AEP a 1ª. Conferência Nacional do Escoteiro, na Câmara Municipal de Lisboa. Em 1927, a 13 de Agosto, realiza a AEP o seu primeiro Acampamento Nacional, que teve lugar em Queluz e teve a presença de Escoteiros de todo o País. Em 1929, no dia 04 de Março, atracou no Cais da Rocha o Paquete "Duches of Richmon", que trazia no mastro real arvorada a flâmula do Escoteiro Chefe. Dava-se inicio à 1ª. visita de Baden-Powell a Portugal, que foi recebido pelo Comissário Nacional da AEP, Dr. Tovar de Lemos e outros importantes membros da Associação, tal como do Dr. Weiss de Oliveira, do Corpo Nacional de Scouts (CNS), que havia sido fundado em 1923.
De outros eventos iremos falando nos próximos escritos. Até lá BOA CAÇA, são os votos do Lobo Esfaimado.

O FUNDADOR ROBERT BADEN-POWELL


segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A CHAMA DO CENTENÁRIO

------Na vida de qualquer Escuteiro, a chegada de um grande acontecimento como é a participação num "Rover", num "Nacional", num "Regional" ou num "Nacional" é momento digno de ser registado como um momento forte e inolvidável, pois marca a conquista de novas etapas no seu crescimento como Escuta. Agora imagine-se participar num "Nacional" que se realiza em comunhão com o Jamboree que comemora o Centenário do Escutismo... porque não é apenas a participação num evento irrepetível, mas tão só o comemorar dos 100 anos de Brownsea, que foi "apenas" o "avôzinho" de todos os acampamentos escutistas jamais realizados. Foi ali o laboratório onde Baden-Powell trabalhou em prol de um projecto que o haveria de tornar Cidadão do Mundo e o Chefe Fundador ou Mundial do Escutismo! Sim! Em Brownsea foi preparado o grande Movimento que congrega milhões de jovens em todo o Mundo!
-----O Corpo Nacional de Escutas, realizou na Quinta do Monte do Trigo, em Idanha-a-Nova, de 30 de Julho a 06 de Agosto de 2007, o seu 21º. Acampamento Nacional - o ACANAC ou 13º. Jamboree de Portugal . Estiveram presentes cerca de 10.000 Escuteiros Portugueses e Estrangeiros. Foram jovens Escoteiros provenientes de todo o Continente e das Ilhas dos Açores e Madeira e Escuteiros dos Países de língua oficial portuguesa, como são os casos de São Tomé e Princípe, da Guiné-Bissau e Cabo Verde, além de Escuteiros de França, Bélgica, Espanha e China (Hong-Kong). Foi Chefe de Campo o Chefe Nacional do CNE, Luis Alberto Lindington.
-----No dia 31 de Julho, cerca das 21H00, deu-se a chegada, aos Paços do Concelho de Idanha-a-Nova, da "Chama do Centenário" do Escutismo, que foi acesa no Quénia, sobre a campa de Robert Baden-Powell - o fundador do Escutismo - e transportada através de África e da Europa. Em França, a caminho do Jamboree Mundial que aconteceu em Inglaterra (Brownsea) em simultâneo com o ACANAC, foi a "Chama" entregue aos elementos da Fraternidade Nuno Álvares (antigos Escuteiros do CNE) que a transportaram para Portugal, onde ficou exposta no cimo do Monte Trigo, depois de haver passado por diversas Regiões Escutistas. Estiveram presentes na cerimónia da entrega da "Chama" ao CNE, o Presidente da Câmara Municipal, Engº. Álvaro Rocha e o Bispo da Diocese, D. José Alves.
----- No dia 01 de Agosto, pelas 08H00, procedeu-se à renovação da Promessa de todos os participantes no ACANAC, sendo esta renovação feita em sintonia com todos os Escuteiros do Mundo.
----- A Casa da Moeda, numa feliz iniciativa, cunhou e colocou em circulação uma moeda de 5 €, comemorativa do Centenário do Escutismo e dos 150 anos do nascimento do seu Fundador - Lord Baden-Powell of Gilwell.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

SIMBOLOGIAS ESCUTISTAS

------Só quem nunca assistiu a uma "Velada d'Armas" poderá desconhecer como é importante, na vida dos rapazes, aquele momento em que, antes de se tornar membro efectivo e perene dessa Fraternidade de âmbito mundial a que se chama ESCUTISMO.
------Na verdade, o Escutismo é uma miscelânea de sinais, começando pela "canhota" e acabando no fogo, depois de passar por uma enormidade de outros sinais que tornam atractivo e misterioso o mister de ser Escuteiro. Não é que se encontrem quaisquer semelhanças com as sociedades secretas como a Maçonaria ou a Opus Dei, por exemplo. Na "Velada d'Armas" apenas fazemos a representação daquilo que se fazia nos tempos medievais para preparar os novos cavaleiros para as missões que teriam pela frente, na protecção de órfãos, dos oprimidos e das donzelas, além da defesa dos locais santos da cristandade.
------A "Flôr de Lis" simboliza a paz e a pureza de vida que todo o Escuteiro deverá conservar durante toda a sua caminhada pelo mundo. Esta flôr, o lírio, não foi adoptada pelos Escuteiros apenas por essa razão, porquanto , na Idade Média, Carlos, Rei de Nápoles, tinha como timbre a flôrde-lis, por causa da sua ascendência francesa. No seu reinado, o navegador Flávio Giola tornou a bússula num instrumento mais prático e fiável. Como o Norte também é referido, na Itália, por "Tramontana", o nosso homem colocou um "T" maiúsculo a marcar o Norte, mas, por cortesia, combinou esse "T" com uma "Flôr-de-Lis", que era o timbre real, pelo que desde então passou a ser utilizada universalmente para indicar o Norte nos mapas, cartas de navegar e bússulas. O verdadeiro significado da "Flôr-de-Lis" como distintivo dos Escuteiros é porque ela aponta sempre a direcção certa, sem desvios à direita ou esquerda, porque estes dois sentidos nos fazem voltar ao ponto de partida. Os três braços da "Flôr-de-Lis" simbolizam os três Princípios do Escuta e bem assim da Promessa de Escuta - Os deveres para com Deus, o Próximo e a Lei.
------No Corpo Nacional de Escutas, por debaixo da "Flôr-de-Lis" vemos o "ALERTA", que é o Lema do Escuteiro, a sua Divisa, normalmente derivado do Inglês "Be Prepared" - "Estar Preparado", que foi adaptado do símbolo das Forças de Polícia Sul Africanas. Cada país acabou por criar o seu Lema, sendo que, entre nós, a Associação dos Escoteiros de Portugal escolheu o "Sempre Pronto". Por debaixo da "Flôr-de-Lis" e do Lema, está pendurado um pequenino cordel com um nó. Este nó, tal como o nó que damos no lenço, de vez em quando, serve para recordar a "Boa Acção" do dia.


------Perguntaram, certo dia, a um jovem Explorador, quando este regressava de uma reunião de Patrulha, porque é que os Escuteiros se cumprimentavam com a mão esquerda, se pertenciam a alguma seita secreta ou se havia qualquer outra coisa, como um problema físico... o que deixou o nosso jovem a rir às gargalhadas: - "Seita secreta? Problema físico? Qual quê! Só acontece isto porque sou Escuteiro e estes cumprimentam-se com a mão esquerda para que a direita esteja sempre livre para ajudar o meu semelhante em todas as circunstâncias! Mas também serve para que, quando algum Escuteiro de outro país nós vê a cumprimentar deste modo, sabe logo que somos Escuteiros, porque em todo o mundo nos cumprimentamos assim!"
------Na "Velada-de-Armas", o candidato a Escuteiro é convidado a fazer parte da grande Fraternidade Escutista. Nesta cerimónia procede-se à benção das insígnias maiores que passará a ostentar: - A Insígnia da Promessa, o Lenço de Escuteiro e o Chapéu de abas ou o "Beret". Cada um deles com o seu sentido, cada um com a sua força, são a prova definitiva de pertença a esse Movimento sem igual que Lord Robert Baden-Powell, o Fundador, um dia resolveu legar ao Mundo.
------Este trabalho não acaba aqui, pois o Escutismo é movimento, é vida, é caminhada ao encontro dos outros, visando o encontro com o Chefe Divino.
Continua......

sábado, 10 de novembro de 2007

ESCUTISMO: UMA EXPERIÊNCIA DE VIDA!

-----O Escutismo é uma "ESCOLA DE VIDA", que habilita o rapaz (ou a rapariga) a viver segundo um espírito muito diferente daquele que teria adquirido... se não seguisse o espírito do Fundador!
-----Será que Baden-Powell possuía uma receita secreta para dar ao rapaz um carácter diferente daquele que estamos habituados a vêr nos outros jovens nos seus escalões etários? Pode-se dizer que sim! B.P. descobriu o "elixir do bom rapaz", uma beberragem que, quando administrada em doses certas, pode mudar completamente o modo ser e estar de qualquer jovem, provenha ele da família que fôr, pois torna os agressivos em ponderados, os fracos em confiantes, os fortes em activos... mesmo que estes parâmetros comportamentais estejam todos trocados, porque o ser solidários uns com os outros torna-os todos iguais e capazes de tudo pelo ideal de vida que os une: O SERVIÇO DE DEUS, DA IGREJA E DA PÁTRIA! Em suma: O serviço do Próximo!
-----Quando rezamos a "ORAÇÃO DO ESCUTA", costumamos dizer:
-----" SENHOR JESUS, ENSINAI-ME A SER GENEROSO, A SERVIR-VOS COMO VÓS O MERECEIS, A DAR-ME SEM MEDIDA, A COMBATER SEM CUIDAR DAS FERIDAS, A TRABALHAR SEM PROCURAR DESCANSO, A GASTAR-ME SEM ESPERAR OUTRA RECOMPENSA SENÃO SABER QUE FAÇO A VOSSA VONTADE SANTA. ÁMEM"
-----E o Chefe Divino não deixará de atender aquilo que Lhe pedes com tanto amor, tanta fé... até porque na "CANÇÃO DA PROMESSA" voltas a pedir-Lhe que atenda a tua Promessa e afirmas o teu amor por Ele.
-----Porque será na fidelidade à tua Promessa, à Lei e aos Princípios que farás jus à farda que envergas. Quando praticares a tua "BOA ACÇÃO" estarás a contribuír para "deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrastes", conforme pede o nosso Fundador, B.P., na sua última mensagem.
-----Será na tua fidelidade à Promessa que terás feito a tua quota parte na mudança do mundo, tornando-te um excelente construtor da paz de Cristo entre os homens.
-----E deste modo, quando encontrares o teu "FIM DE PISTA" e fizeres a "PARTIDA" para o Acampamento Celeste, verás que o Chefe Divino se congratulará pela tua fidelidade ao espírito do Fundador, que também estará à tua espera para te entregar a "FLOR de LIS da FRATERNIDADE", premiando a forma como vivestes a Lei, a Promessa e os Princípios, na fidelidade a Deus, à Igreja e à Patria.
-----Quando tiveres montada a tenda no Acampamento Eterno, poderás enfim perguntar ao FUNDADOR: "Chefe... valeu a pena a caminhada?". E não te admires me ouvires dar-te já a resposta: "Deus deu-me um mundo perfeito na sua concepção, mas o Homem conseguiu desviar o seu equilíbrio, causando-lhe algumas deficiências... que serão corrigidas a preceito por aqueles que saibam estar "SEMPRE ALERTA" para "SERVIR" , predispondo-se à prática de uma "BOA ACÇÂO", "sem esperar outra recompensa senão saber que faz a... vontade santa" do Pai, que está nos Céus.


-----Estes serão os verdadeiros ESCUTEIROS!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

ESCUTISMO e ESCOTISMO - I

KKKK * Para aqueles que vivem estas coisas do "ESCUTISMO" - segundo alguns - ou do "ESCOTISMO" - no entender de outros - certamente estarão "fartos" de tentar defender a "sua dama" com todo o poder de argumentação e presuação de que se mostre capaz o conhecimento que tenha da etimologia da palavra, porque não se torna tarefa fácil conseguir-se dizer com rigor ser cada um dos argumentistas senhor de uma verdade que não tem contestação possível, tal a lógica da argumentação... ou aumentamos a nossas dúvidas e não saímos deste círculo vicioso: ESCUTISMO ou ESCOTISMO? Em que ficamos?
KKKK Segundo os "puristas" destas coisas da palavra escrita, "ESCOTISMO" é o conjunto de opiniões doutrinárias defendidas e definidas pelo filósofo e teólogo franciscano João Duns Escoto, escocês por nascimento, pois nasceu em Maxton ou Duns, na Escócia, em 1266 e faleceu em Colónia, na Alemanha, em 1308. Ensinou em Oxford e em Cambridge, em Paris e em Colónia. Defendeu, em filosofia, o realismo do conhecimento que parte do mundo sensível até atingir Deus, divergindo tanto de Averróis como de São Tomás, aproveitando-se, apesar de tudo, do contributo de Aristóteles e servindo-se da ontologia de Avicena para reforçar as suas teorias agostinianas. Deriva de Avicena o conceito de uma essência indiferente ao universal e ao particular. Foi beatificado em 07 de Maio de 1993. Os seus "discipulos" e fiéis seguidores das suas doutrinas, passaram a ser chamados de "Escotistas" ou "Escotinianos", ficando a sua doutrina conhecida por "ESCOTISMO".
KKKK Outros ainda afirmam ser o ESCOTISMO uma corrente filosófica defendida pelo teólogo irlandês João Erúgena Escoto, em que este separa a filosofia da teologia, principalmente através da reflexão sobre as relações entre Deus e a natureza. A este filósofo se deve o tratado "DE DIVISIONE NATURE".
KKKK Há ainda outro Escoto, de seu nome Tomás Escoto, também ele filósofo e teólogo do século XIV, denunciado como um perigoso herético pelo seu contemporâneo Álvaro Pais, na obra "Colírio da Fé" contra os infiéis" (1341-44). Pouco se sabe da vida e obra deste pensador, que seria, como Duns Escoto, de origem escocesa, havendo até quem avance a hipótese de se tratar do mesmo filósofo, apesar da diferença no nome. As suas heresias são minuciosamente descritas na citada obra de Álvaro Pais, que se encontram traduzidas para português. Terá sido professor na Universidade de Lisboa e supõe-se que terá sofrido a condenação à morte. Tal como o seu acusador, deveria ser um homem ousado e violento, tanto na linguagem como nas opiniões que defendia. O seu "averroísmo" (aristotelismo heterodoxo) foi condenado em Paris desde 1270 a 1277. Segundo o "Colírio", afirmava a eternidade do mundo: NÃO HOUVE PRINCÍPIO NEM HÁ-DE HAVER FIM. Quanto à fé, esta só podia ser defendida pela filosofia, condenando os livros sagrados. Terá mesmo afirmado que Aristóteles era superior a Cristo e mais sábio do que Moisés. Após a sua morte, era o nada que acolhia os homens, ou seja, as almas não existiam. Perante os dados conhecidos, quem será quem? João Duns Escoto não terá sido também Tomás Escoto? Não repugna nada aceitar a ideia de os dois serem um.
KKKK Na definição enciclopédica, ESCOTEIRO é aquele que viaja sem bagagem, pagando as despesas por "ESCOTE", que significa contribuir para uma despesa comum ou quota parte: PAGAR O SEU ESCOTE!
KKKK Escoteiro é também aquele que pratica o "Escotismo" na Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP), que, fundada em 06 de Setembro de 1913, é a mais antiga Instituição "Escotista" Portuguesa e que tem sido, ao longo dos longos anos da sua existência, motivo de "estudo" do significado do termo "ESCOTEIRO", dado aos seus elementos, especialmente quando em confronto com o termo "ESCUTA" ou "ESCUTEIRO", usado pelo Corpo Nacional de Escutas (CNE).
KKKK Quando se comemoram os 100 anos do ESCUTISMO, é de bom tom colocar-se à apreciação das pessoas de boa vontade o tema ESCUTISMO versus ESCOTISMO, para que se faça a justiça de homenagear aqueles que, neste centenário, deram o melhor de si na implementação do método deixado pelo Fundador - Lord Robert Smith Stevenson Baden-Powell of Gilwell.
KKKK ESCUTA é aquele que escuta, que está atento, que está ALERTA... ESCOTEIRO é aquele que viaja sem bagagem... o Escuteiro tem necessidade do que a natureza lhe oferece... o Escuta e o Escoteiro vivem segundo o espírito de Baden-Powell.
KKKK Iremos continuar a falar de ESCUTEIROS e ESCOTEIROS, mas apenas porque queremos falar dos 100 anos do Escutismo no mundo, visando o segundo centenário, que está no horizonte daqueles que acreditam que O ESCUTISMO NÃO SE DISCUTE! VIVE-SE!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

É TÂO LINDO TER 100 ANOS...

...e ter pela frente algo parecido com a vida pujante que um Movimento como o Escutismo demonstrou ter, apesar das barreiras encontradas no primeiro Século de existência, que agora se comemorou- e continuará a comemorar - com a realização de um Acampamento que marcará as próximas gerações de jovens seguidores do Espírito do Fundador.
* Parece que as trombetas da consciência tocaram, estridentes, um pouco por todo o mundo, dando ao Escutismo uma evidência que não lhe era outorgada desde há muitos anos, especialmente pelos Governos das Nações, que teimam em não aceitar como verdade inatacável o facto de que Robert Baden-Powell terá sido o signatário do mais importante elo de união, da construção do mais extraordinário caminho para a paz que a humanidade alguma vez conheceu. Dirá o céptico que ainda está por provar esta asserção, pelo que será importante dizer a estes que o Escutismo é não apenas uma escola de virtudes, mas um caminho de liberdade, uma expressão de dinâmica vivaz capaz de ser pedra angular na construção de um mundo novo, em que o Homem é capaz de partilhar espaços de vida de uma forma total, doando ao seu Irmão em Ideal aquela fraternidade que lhe foi incutida enquanto membro de um Movimento que lhe proporcionou uma diferente prespectiva fraterna de vêr os outros.
* Em Portugal, porque somos filhos diletos desta Pátria de Heróis, de Santos e de Sábios, o Escutismo parece ter adquirido um novo fôlego após o 25 de Abril, mas não é tão verdadeira esta permissa como poderia parecer. A Associação dos Escoteiros de Portugal, fundada a 13 de Seembro de 1913 - será centenária dentro de meia dúzia de anos - passou momente fulgor e outros de angústia, pois a Mocidade Portuguesa, fundada em Maio de 1936, veio a "exigir" para si a exclusiva competência para liderar os Movimentos de Juventude, não compreendendo que o seu estatuto de obrigatoriedade lhe retirava interesse entre os jovens, que sempre se orgulharam do seu desejo de liberdade de opção em tudo o que faziam. Por força do protecionismo de Estado de que a Mocidade Portuguesa possuía, a AEP, inicialmente, e o Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português, fundado a 27 de Maio de 1923 pelo então Arcebispo de Braga, D. Manuel Vieira de Matos e pelo Monsenhor Dr. Avelino Gonçalves, tiveram de lutar abnegadamente para poderem subsistir... até pela extinção ordenada dos Grupos de Escoteiros do Ultramar, cujo espólio foi entregue à Mocidade, tal como se pretendia fazer com os Grupos do Continente, pois chegou a estar em discussão a sua extinção.
* Por tudo isto, fazer 100 anos é lindo, assistir à festa que o mesmo prenuncia é ainda mais bonito... e o Escutismo Mundial tem pernas para caminhar ao encontro do seu 2º. centenário, que será aquilo que os Homens dele pretenderem fazer... esperando sempre que seja um ponto de união das pessoas de todas as latitudes, irmanadas num único ideal: SERVIR DEUS, Pai supremo de todas as criaturas; a IGREJA, Mãe e Mestra daqueles que a procuram para nela se darem as mãos para rogar ao Senhor que seja instrumento de Paz entre todos os Homens de boa vontade; e a PÁTRIA, que somos todos nós e será terra da esperança, do amor e da boa vontade no contexto das Nações.
* Fazer 100 anos... é uma benção vinda dos céus, partilhada por Cristãos, Católicos ou Protestantes, Muçulmanos, Indus, Budistas, Judeus e todas as confissões da Terra! Baden-Powell foi um instrumento de Deus para unir as Nações através de um Ideal de Serviço a que chamou ESCUTISMO!

sábado, 13 de outubro de 2007

ESCUTISMO DO AR... elitista?






H - O Pe. Manuel Gonçalves Pedro, de saudosa memória, recebeu a ideia do Escutismo do Ar de mãos abertas, e comentou: - "Se há na Força Aérea tantos rapazes, entre os Oficiais, Sargentos e Praças que a servem, Caminheiros e Dirigentes Escutistas de grande qualidade, porque tarda tanto em se dar o passo de gigante que é a criação do Escutismo do Ar?".
k - Um passo já havia sido dado há uns anos bastante largos, quando a Associação dos Escoteiros de Portugal lançou um magnífico "Manual do Escoteiro do Ar", do Chefe Fernand'Almiro. Pena é que não tenha tido o acolhimento esperado, porque não havia então a possibilidade de solicitar qualquer cooperação da Força Aérea, que ainda procurava afirmar-se como Arma no contexto das Forças Armadas, pois as "asas" para voar estavam ainda a ser reforçadas para haver um voo em segurança.
mmm - Certo dia, após falar ao Chefe Victor Touricas, do Agrupamento 552 do Entroncamento, na experiência que estava a fazer no Agrupamento que eu então chefiava, de vir a criar uma Sub-Unidade especializada em questões aeronáuticas, estando a alinhavar um regulamento, ele deu-me um trabalho seu sobre aviões e aviação, que poderiam ser uma base de trabalho importante para a consecução do projecto que tinha em mente. Li, reli, tomei apontamentos... e apresentei ao Pe. Gonçalves Pedro o projecto de um Manuel do Escuteiro do Ar, visando a sua aprovação... mas ele foi mais longe: Levou o trabalho ao então Chefe do Estado Maior da Força Aérea, General Mendes Dias, que deu carta branca para que fosse feita uma edição na Central de Publicações da Força Aérea e a mesma fosse distribuída gratuitamente a todos os participantes no Acampamento do Ar (ACAR), realizado em Leiria, na Mata dos Marrazes... mas não havendo tempo para tal acontecer, só veio a ser cumprido este desiderato no ACAR de Setúbal.
G - Nesse Acampamento pude constatar estar a Força Aérea de alma e coração com a ideia, pois quando o Pe. Gonçalves Pedro disse ao Sr. General que a Sacristia da Igreja da Força Aérea estava a servir como local para a instalação da sede da futura Base de Actividades dos Escuteiros do Ar - a B.A.E.A. - logo colocou à disposição uma das moradias que a FAP detinha em Monsanto e bem assim anunciou que iria ser estudada a cedência de um a dois aviões "Chipmunk", que estavam a ser abatidos ao efectivo, viaturas, material de campo, voos de qualificação para os Escuteiros poderem fazer as suas provas de classe, cursos de saltos em páraquedas, etc. Não se calcula a euforia vivida pelos rapas e raparigas presentes do ACAR de Setúbal, quando estas novidades lhes foram transmitidas. Apenas havia que ser oficializada a vertente "Escuteiros do Ar" no Corpo Nacional de Escutas, e isso foi transmitido pelo Pe. Gonçalves Pedro ao Chefe Nacional, através da Junta Reional de Lisboa, visando estudar-se a documentação e apoios existentes, para proposta ao Conselho Nacional de Representantes...
f - ...mas os homens põem e Deus dispõe! O Chefe Nacional do Corpo Nacional de Escutas, Vitor Faria, foi peremptório e definitivo: - "Não vai haver Escutis do Ar nenhum porque não queremos criar élites dentro do CNE! Nem todos podem ser ' Escuteiros do Ar', porque não há pistas e aviões à disposição de todos os que os queiram utilizar e isso é contra o espírito do Fundador, pois ele preconizou o escutismo para todos!". Deu-me vontade de rir esta posição, pois era absoluta entítese daquilo que se pretendia. Ainda tive o apoio do Chefe Regional de Coimbra, actual Chefe Nacional do CNE, Luis Alberto Lindington da Silva... mas ele era só, de pouco servia num Conselho Nacional manipulável pela Chefia Nacional. Tentei fazer vêr que elite era haver um Escutismo com farda própria, a exigir conhecimentos de mar e embarcações... que só eram possíveis perto de cursos de água, em cursos de rio navegáveis ou de mar. O Escuteiro do Ar apenas tinha uma insígnia de capacidade referente à causa do ar, que podia ser de Piloto, Balonista, Paraquedista, Meteorologista... etc. Em actividades próprias do ar, por exemplo nos ACAR, usariam os jovens Escutas, especialistas do Ar, um lenço especial, com a insígnia dos Escuteiros do Ar colocada no bico do mesmo.
D - Estou convencido que terá o Escutismo Católico Português perdido uma oportunidade de ouro para ter as vertentes Escutistas de terra, mar e ar, pois tarde será o tempo em que os apoios voltem a ser concedidos do mesmo modo, pelas grandes transformações que se têm verificado na Força Aérea e no País. E foi pena, pois a causa do ar sempre fascinou os jovens de todos os tempos... e não se vê que venha a perder esse fascinío, a não ser com procedimentos que lhes vão fazendo fenecer a vontade.
h - Voltaremos a este assunto, assim o espero.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

100 ANOS PELO MUNDO...


Quando Baden-Powell, num rasgo de génio, criou o Escutismo, jamais terá pensado na repercussão que o seu sistema educacional viria a ter em todo o Mundo. Países pobres ou ricos, conservadores ou democratas, repúblicas ou monarquias, católicos ou de qualquer outra confissão religiosa, saudam da mesma maneira, com o dedo polegar sobreposto ao mindinho, os outros erguidos, direitos, formando uma Flôr de Lis estilizada, símbolo universal do Escutismo. BE PREPARED, SEMPRE ALERTA, SEMPRE PRONTO, SIEMPRE LISTO... enfim cada País com a sua divisa mas todas visando um mesmo fim: Estar sempre disponível para SERVIR, pois o espírito Escutista é esse, precisamente.Milhões de pessoas, na maior parte dos Países e das culturas existentes no mundo aderiram à Promessa e à Lei do Escuteiro. Este ano de 2007 não é apenas um olhar sobre um passado, mas é, sobretudo, a entrada num novo século do Escutismo. no 100º. aniversário da Movimento Escutista devemos estar atentos ao seu desenvolvimento em prol do Jovem e da sua formação total. Será através desse desenvolvimento que iremos preparar o futuro da nossa Juventude, em prol da Família, base de toda a sociedade, e da Igreja que nor orgulhamos de professar. Contacte-se a juventude presente num Jamboree e fácilmente se conclui: O ESCUTISMO É UM POLO DE UNIÃO ENTRE AS JUVENTUDES DE TODO O MUNDO... E CONTINUARÁ A SER AQUILO QUE CADA UM DE NÓS, COMO ADULTOS, SOUBERMOS DAR. COMO RESPOSTA, AOS JOVENS, QUE EM NÓS CONFIAM! É PRECISO ESTAR PREPARADOS... SEMPRE ALERTA... PARA SERVIR!

domingo, 16 de setembro de 2007

O CENTENÁRIO...







BROWNSEA 1907...
BROWNSEA 2007...
100 ANOS A FORMAR JOVENS PARA
O MUNDO DE HOJE!
UM CENTENÁRIO DE GLÓRIA PARA O ESCUTISMO--
*** Certamente muita gente se perguntará porque razão os métodos educacionais preconizados por alguns pedagogos de enorme nomeada, como o são Rabelais, Erasmo ou Rousseau, tendo algumas componentes similares àquelas que Baden-Powell utilizou no Escutismo, uma vez que também eles preconizavam a educação pelo jogo, pela vida ao ar livre, pela observação da natureza. A esta interrogação apenas se pode dar uma resposta: - BP era detentor de uma brilhante personalidade, emergente de uma vida bastante preenchida, desde os tempos em que viveu aventuras extraordinárias com os irmãos, estudou a pessoa humana nos personagens que representou quando estudava na Cartucha, evoluiu nos conhecimentos que veio a adquirir quando serviu o seu País na Índia e em África. Tudo isto foi complementado com uma vida rude e livre, em que se forjou o seu carácter de forma tão determinante que o levou a adoptar esta vida à juventude, que andava em busca de novos horizontes que dessem um sentido à sua avidez de crescimento para a vida de um mundo em convulsão. Baden-Powell descobriu que os jovens necessitavam de sentir o apelo da fraternidade, precisavam de aventuras, novas descobertas capazes de os levar a sentirem-se pessoas completas, confiáveis.
Foi na recordação das suas próprias experiências pelas matas da Cartucha, daquilo que os rapazes de Mafeking lhe transmirtiram quando do cerco, que Baden-Powell criou uma base de trabalho para a expertiência de Brownsea.
Cem anos depois... aí está a prova de que valeu a pena tamanha dedicação aos jovens! Baden-Powell tomou a sério os jovens, olhou-os com amor e conduziu-os pelos caminhos do bem, até pela Boa Acção de cada dia que lhes inculcou no espírito: "O ESCUTA É ÚTIL E PRATICA DIÁRIAMENTE UMA BOA ACÇÃO".
Logo após Brownsea, BP foi de férias pela América Latina, no ano de 1908, e colaborou , no Chile, na criação da primeira Associação de Escutismo no estrangeiro. Na América do Norte, graças à prática da Boa Acção a que a Lei do Escuta nos compromete, criou-se também o Escutismo. Um americano rico, que se havia deslocado a Londres, transportava alguma bagagem bastante pesada, a caminho do hotel. Um rapaz, que teria os seus 15 anos, ofereceu-se para transportar a bagagem ao americano. Feito o trabalho, o cidadão rico pretendeu gratificar o rapaz, mas este, fazendo a saudação com os três dedos, recusou, gentilmente, a gratificação, dizendo-lhe: "Sou Escuta e pratiquei a minha Boa Acção, ajudando-o!"
O americano, impressionado, foi informar-se sobre o que era o Escutismo. No Quartel General dos Escutas de Londres comprou o "Escutismo para Rapazes" e, assim que voltou aos Estados Unidos, tratou de lançar as bases dos Boys Scout na América.
A grande aventura do Escutismo, iniciada em Brownsea no já longínquo 1907, consubstânciou-se agora com o Grande Acampamento do Centenário! Nos céus, sorrindo feliz pela obra realizada, Robert Baden-Powell of Gilwell murmura muito baixinho: "...valeu a pena! Os jovens compreenderam aquilo que lhes quiz transmitir naqueles dias de Acampamento acontecidos no Verão de 1907! Que o Chefe Divino os proteja sempre... e que eles estejam SEMPRE ALERTA... PARA SERVIR!"

O FOGO DE CAMPO...

* Nos meus tempos de Escuteiro, confesso que estava sempre ansioso por poder participar nos Acampamentos em que a minha Alcateia... Patrulha... Equipa... ou como Dirigente, ia participando um pouco por todo o lado, fosse em actividades de Grupo, Agrupamento, Regionais, Nacionais ou Internacionais. E uma das actividades em que sentia maior alegria em participar era no Fogo de Campo ou de Conselho. Era sempre um momento de desafio, de alegria, de reflexão, de partilha, de amizade sincera que se exteriorizava nas canções, nos ditos, nos aplausos, nas encenações... e enchia-me a alma vêr o crepitar do fogo, as faúlhas a subir rumo ao infinito... convidando à oração, mesmo que silenciosa.
Acreditem que nada há de mais belo do que a chama a iluminar a noite, aquecendo-nos de uma forma total, pois também os corações se revigoravam com aquela luz que nos era guia!
De tal forma ficávamos envolvidos que nos sentíamos mais vivos quando ela ardia de forma mais vivaz... mas quando ela começava a perder a sua força, a energia da sua chama, também sentíamos que a nossa força, se estava a perder na noite imensa. O nosso fogo parece que está a apagar-se... e sentimos que se quebra alguma magia da noite .
Dizia-se nos dias de campo da minha Juventude que: "É NO FIM DO DIA QUE A VIDA TEM MAIS MAGIA!", e eu concordo que nada se pode comparar a um dia em plenitude, em que o zénite se atinge com o Fogo de Conselho. O fogo reflectia todo um mundo de sonhos, em que tudo era perfeito, havia cumplicidades com o nosso parceiro do lado, que tinha o rosto iluminado pela mesma chama que o meu... sentindo que aquela luz me revelava um Irmão em Ideal, que comunga das mesmas aventuras e pensa exactamente o mesmo que nós pensamos, naquele preciso momento!
Quando nos reunimos com os nossos Amigos Irmãos mais novos ou mais velhos, todos estamos a partilhar os sentimentos que nos dá essa força sobrenatural, que é o fogo, e todos nos deixaremos levar com ele... no início é a entrada em que começamos a senti-la e a vivê-la... a meio é o expoente máximo dos nossos sentimentos e da própria vida... por fim a Paz se deixa transparecer, e de todos os sentimentos até agora sentidos, um deles prevalece... o cansaço.
É este que por vezes não nos deixa captar a mensagem que a fogueira nos procura transmitir! E que bom seria que essa mensagem vhegasse mesmo até cada um de nós!
Talvez os membros do Governo Português, os que deveriam coordenar o Território, a Agricultura ou a Juventude, fossem um pouco mais abertos ao Espiríto do serviço do próximo se tivessem permitido que, na comemoração do Centenário do Escutismo no Mundo, acontecida no Acampamento Nacional realizado em Idanha-a-Nova, pudesse ter sido realizado o tradicional Fogo de Conselho, não só pela efeméride mas também pelo significado e estímulo para os participantes mais jovens nesta actividade, porque um Campo sem Fogo... talvez seja parecido com um jardim sem flores!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

BROWNSEA - 100 Anos de Escutismo (Continuação)


Já vimos como era programado o dia-a-dia dos jovens pioneiros do Escutismo no 1º. Acampamento experimental de Brownsea. Paralelamente iam-se formando os Guias de Patrulha, figura nuclear do método criado por Lord Baden-Powell. Podemos dar uma vista de olhos a uma Carta aos Guias de Patrulha, que é demonstrativa da importância que BP dava ao cargo:
" Quero que vocês, Guias de Patrulha, entrem em acção e instruam as vossas Patrulhas inteiramente sózinhos e à vossa maneira, porque, para vocês, é perfeitamente possível pegar em cada um dos rapazes da Patrulha e fazer dele um bom companheiro, um verdadeiro Homem. De nada valerá ter um ou dois rapazes admirávelmente preparados, se o resto não prestar para nada. Vocês devem procurar fazê-los todos positivamente bons. Para o conseguir, a coisa mais importante é o vosso próprio exemplo, porque aquilo que vocês fizerem, acreditem que os vossos Escuteiros também o farão!
Têm mostrado a todos eles que vocês sabem obedecer às ordens dadas, sejam elas ordens verbais, ou sejam regras que estejam escritas ou impressas; e que vocês cumprem ordens, esteja ou não presente o Chefe Escuteiro. Mostrem que conseguem conquistar distintivos de Especialidades e, com um pouco de presuação, pois os vossos rapazes seguirão o vosso exemplo.
Mas lembrem-se sempre que vocês devem guiá-los, e não empurrá-los.
Baden-Powell of Gilwell".
A identificação das Patrulhas fazia-se pela ostentação de umas fitas que cada elemento trazia colocada no ombro esquerdo, com uma cor para cada animal. Por exemplo, os Corvos usavam a fita roxa, os Lobos a azul, os Touros a verde e os Maçaricos Amarela.
Os Guias distinguiam-se por serem portadores de uma vara curta, onde se via presa uma bandeira triangular de cor branca, onde Baden-Powell pintou de côr verde o animal tótem da Patrulha, bem como as letras BA, correspondente à primeira e última letra da palavra "BROWNSEA".
Mas o Guia de Patrulha tinha outro distintivo: Uma flôr de lis recortada em feltro branco, presa na parte dianteira do seu chapéu através de um alfinete.
Quando falamos do Acampamento de Brownsea, fala-se muito de Baden-Powell, como é lógico, mas muito pouco dos outros participantes. Quantos eram, afinal? Não estão muito claros os números, havendo divergência de opiniões entre os "historiadores" escutistas, ainda que pareça haver uma quase unânimidade de que seriam entre 20 e 30 os elementos distribuídos pelas quatro Patrulhas. Fala-se que BP levou como assistente o sobrinho Donald Baden-Powell, que tinha apenas 9 anos, razão porque foi apenas "ordenança" do tio.
"STAFF" DE CAMPO - KRAAL:
* Robert BADEN-POWELL, 50 anos - Chefe do Acampamento;
* George GREEN, 48 anos - Assistente - Capitão das "Brigadas de Rapazes";
* Kenneth MAC LAREN, 47 anos - Assistente;
* Henry ROBSON, 51 anos - Assistente - Capitão das "Brigadas de Rapazes";
* Donald BADEN-POWELL, 9 anos - Ordenança de BP
PATRULHA CORVO:
- Guia Herbert BARNES, 15 anos, interno da Cartucha;
- Herbert COLINGBOURNE, 15 anos, Escuta de Bornemouth;
- Humphrey NOBLE, 15 anos, interno de Eton;
- William RODNEY, 10 anos, interno - + 1915;
- James TARRANT, 16 anos, Escuta de Bornemouth, + 1911;
PATRULHA MAÇARICO REAL:
- Guia George RODNEY, 15 anos, interno de Eton;
- Terry BONDIELD, 13 anos, Escuta de Bornemouth;
- Richard GRANT, Escuta de Bornemouth;
- Alan VIVIAN, 15 anos, Escuta de Bornemouth;
- Bert "Nippy" WATTS, 7 anos, Escuta de Bornemouth;
PATRULHA LOBO:
- Guia Bob WROUGHTON, 16 anos, favorito de BP, + 1914;
- Cedric CURTEIS, 13 anos, Escuta de Poole;
- John Evans LOMBE, 11 anos, interno de Cheltenham;
- Percy MEDWAY, 14 anos, Escuta de Poole;
- Simon RODNEY, 12 anos ***
PATRULHA CORVO:
- Guia Thomas EVANS-NOBILE, 14 anos, interno de Cheltenham, + 1994;
- Bert BLANFORD, 13 anos, Escuta de Bornemouth;
- Marc NOBLE, 10 anos, interno de Etoon, + 1917;
- Arthur PRIMMER, 15 anos, Escuta de Bornemouth;
- James RODNEY, 14 anos, interno de Harrow.
*** não confirmada a presença.
Estes são os "heróis" que tornaram possível o Centenário agora comemorado.
São dignos de ser recordados, junto com BP, pois foram pioneiros de um método que se mostrou ser a maior descoberta educacional para a juventude do Mundo.

sábado, 8 de setembro de 2007

BROWNSEA - 100 anos depois (Continuação)

----------* Depois que todo o Reino Unido reconheceu a capacidade de liderança de Lord Baden-Powell, pela forma heróica como soube defender Mafeking de um cerco posto por forças inimigas tão esmagadoramente superiores, não só em número de guerreiros como no conhecimento que tinham do terreno, o Fundador foi promovido a Major General. Foi coroado pela auréloa da heroicidade, tanto pelos adultos como pelas crianças, logo que ele regressou a Inglaterra. Aqui verificou, com surpresa, que o seu manual AIDS TO SCOUTING (Ajudas à Exploração Militar), que havia sido escrito para os militares, se tornara bastante popular e estava a ser usado como compêndio nas escolas masculinas. Baden-Powell percebeu que isto era um desafio a que teria de responder, pois seria uma grande oportunidade para ajudar a juventude a encontrar um caminho.
Estava a germinar na cabeça de Lord BP a ideia do ESCUTISMO!
Se um livro com actividades de exploração para adultos exerceu tal atracção sobre os rapazes, sendo-lhes fonte de inspiração... outro livro, que fosse escrito especialmente para rapazes, certamente que viria a despertar muito mais interesse.
Foi então que reduziu a escrita toda a sua experiênia aduirida na Índia ou na África, entre Zulus ou outras tribos selvagens. Reuniu uma biblioteca especialmente escolhida e estudou tudo quanto respeitasse a métodos utilizados em todas as épocas para educar e treinar os rapazes, começando pelos jovens de Esparta, passando pelos antigos Bretões e pelos peles-vermelhas até chegar aos nossos dias. A ideia do Escutismo, que havia começado a germinar no espírito do Fundador, crescia a olhos vistos.. mas era necessário colocar em prática aquilo que vinha estudando sobre a metodologia a empregar.
É então que surge a ideia de levar os jovens para a Ilha de Brownsea, no Canal da Mancha, constituí-los nas Patrulhas Maçarico Real, Touro, Corvo e Lobo e realizar o 1º. Acampamento Escutista que o mundo presenciaria. Ao longo de 8 dias estabeleceu um programa diário de rotina de trabalho, como segue:
- 06H00 - Levantar e higiene pessoal; -Instrucção prática dos objectivos do dia; - Exercícios físicos; - Orações da manhã; - Arejar tendas e roupas:
- 08H00 - Pequeno almoço;
- 08H30 às 12H00 - Exercícios Escutistas de acordo com o programa do dia; - Banho;
- 13H00 às 14H15 - Descanso e silêncio total;
- 14H30 às 16H30 - Exercícios Escutistas de acordo com o programa do dia;
- 17H00 - Chá; - Jogos de campo; - Preparação para a noite;
- 20H00 - Jantar; - Fogo de conselho; - Orações da noite;
- 21H00 - Silêncio.
A experiência foi mais um êxito completo para Baden-Powell, que, no início de 1908, começou a publicar, em seis fascículos quinzenais, o seu manual de adestramento escutista "SCOUTING FOR BOYS" ou "Escutismo para Rapazes", cujo êxito editorial foi para além daquilo que BP esperaria, pois lançou um Movimento que veio a alastrar por todo o mundo.Assim que apareceu nas livrarias ou nas bancas de jornais, começaram logo a organizar-se as Patrulhas ou "Tropas Escutistas", não apenas em Inglaterra mas em muitos outros países. O Movimento cresceu de tal modo que, em 1910, Lorde BP compreendeu que o Escutismo seria a obra a que dedicaria o resto da sua vida. Teve a visão e a fé de reconhecer que podia fazer mais pelo seu País, preparando a nova geração para a boa cidadania, do que preparando um punhado de homens para uma futura guerra.Pediu então a dispensa do Exército, onde chegara a Tenente-General, e começou então a sua "segunda vida", como frequentemente dizia, uma vida de serviço ao mundo através do Escutismo.
Em 1912 Robert Baden-Powell fez uma viagem à volta do mundo, para contactar os Escuteiros de muitos outros paízes. Foi este o primeiro passo para fazer do Escutismo uma FRATERNIDADE MUNDIAL.
A Primeira Guerra Mundial interrompeu momentâneamente as actividades Escutistas no mundo, mas com o fim das hostilidades tudo recomeçou, e em 1920os Escuteiros de todo o mundo se reuniram em Londres para a 1ª. concentração internacional de Escuteiros: Foi o 1º. Jamboree Mundial. Na última noite deste Jamboree, a 16 de Agosto, Robert Stephenson Smyth Baden-Powell foi proclamado "Escuteiro Chefe Mundial", sob o aplauso de uma verdadeira multidão de rapazes.
O Escutismo continuou a crescer, de tal modo que, quando atingiu a "maioridade", que naquele tempo era aos 21 anos, havia no mundo mais de 2 milhões de membros.
Foi nessa ocasião que BP recebeu do Rei Jorge V a honra de ser elevado a Barão, sob o nome de Lord Baden-Powell of Gilwell. Mas, apesar deste título, BP continuou a ser, para todos os Escuteiros do mundo, e continuará a ser para sempre BP - o Escuteiro-Chefe Mundial. A memória do Fundador será eterna!
Quando lhe começaram a faltar as forças, depois dos 80 anos de idade, regressou à sua amada África, juntamente com sua Esposa, Lady Olave Baden-Powell, que foi sua entusiástica colaboradora em todos os seus esforços, e que era a Chefe Mundial das "Girl Guides" - as Guias - que foi outro Movimento também iniciado por BP, mas destinado às raparigas. BP e Lady Olave fixaram residência no Quénia, num local tranquilo e com uma paisaigem maravilhosa, com florestas com quilómetros de extensão, montanhas por fundo, com picos cobertos de neve...
...sendo aí que Baden-Powell veio a falecer, no dia 08 de Janeiro de 1941, quando lhe faltava pouco mais de um mês para completar os 84 anos de idade.

sábado, 1 de setembro de 2007

BROWNSEA - 100 anos depois

Já se passaram 100 anos!...
Na pequena Ilha de Brownsea, situada na Baía de Poole, na costa meridional, a Sul da Grã-Bretanha, um acontecimento veio mudar o cenário mundial dos métodos de educação para a juventude, na velha Inglaterra e em todo o Mundo, graças ao trabalho desenvolvido por Lord Baden-Powell, que ali reuniu um grupo de 20 rapazes, que constituiram as Patrulhas "Corvos", "Lobos", "Maçaricos" e "Touros", que foram as pioneiras na colocação em prática dos ensinamentos do Fundador no seu livro "Escutismo para Rapazes", "Scoutins for Boys" no original.Entre os dias 29 de Julho e 09 de Agosto de 1907, estes rapazes "fizeram" História com a participação numa aventura centenária que veio a ter um largo alcance para o mundo.
Sir Percy Everett, um dos participantes no 1º. Acampamento, recorda:
"Durante o Verão de 1907, o Chefe foi completando gradualmente os seus planos para o evento. Houve a sorte de ele e o amigo Sir Charles van Raalte conseguirem a cedência de um bocado de terreno em Brownsea... e esta ilha era o local ideal para aquilo que pretendia: Duas milhas de comprimento e uma de largura, com muitos bosques e dois lagos no centro, sendo aquilo que nós poderíamos chamar de "um bom terreno escutista", com um bom litoral no sudeste arenoso, onde o acampamento foi montado.
O Sr. G.W. Greene, de Pool, que foi quem dirigiu os Escutas de Pool durante alguns anos, tratou de recrutar os rapazes para o acampamento, que iriam constituir as Patrulhas, que acampavem por sua conta, sob direcção dos seus próprios monitores, os Guias de Patrulha, havendo uma total responsabilidade de, pela sua honra, levar por diante os desejos do Chefe e colocar em tudo a melhor eficiência.
As memórias mais vividas eram os fogos de conselho, antes das orações e do apagar das luzes. O Chefe, ao redor do fogo, contava-nos algumas histórias assustadoras, conduzia ele mesmo o canto "Eengonyama" e, com o seu jeito inimitável, atraía a atenção de todos. Eu ainda posso vê-lo como ele ficava dianta da luz, alerta, cheio de alegria e de vida, um momento grave, outro alegre, respondendo a todas as questões, imitando o chamamento dos pássaros, mostrando como se tocaia um animal selvagem, contando uma história curta, dançando e cantando ao redor da fogueira, mostrando uma moral, não apenas em palavras, mas usando histórias e convencendo a todos presentes, rapazes e adultos, que estavam prontos para segui-lo em qualquer direcção!"
100 anos depois... no mesmo local... certamente alguns dos Escuteiros de todos os Continentes terão lá dado pela presença de um sempre jovial Chefe Escuta, que não quiz deixar de estar com os seus Amigos neste momento de celebração tão importante para o Escutismo Mundial! Talvez até tenham ouvido o toque do chifre de kudo, tenham aprendido dele o "Eengonyama" e gritado, a plenos pulmões: "BY PREPARED" ou SEMPRE ALERTA!
Saibamos merecer o legado do Chefe! No Dia do Pensamento... recordai-o com a saudade de alguém que, não tendo vivido no nosso tempo... é um cidadão de todos os tempos!

O FUNDADOR DO ESCUTISMO

Tenente General
. Robert Stephenson Smyth Baden-Powell .
Lord de Gilwell
1º. Chefe Escuta Mundial
Cidadão do Mundo
Nasceu em Londres em 22.Fev.1857 - faleceu em Nyeri - Quénia, em 08.Jan.1941

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

A PROMESSA e a LEI DO ESCUTA


- Quando do Acampamento do Centenário, em Idanha-a-Nova, foi pedido que todos os Escutas e Escoteiros se unisse em espírito e renovassem a sua Promessa.
- Impressionou vêr "velhos lobos", que tinham feito a Promessa há mais de 50 anos, fazerem a Saudação e, com a voz embargada pela emoção do momento, pronunciarem a fórmula que os havia tornado membros de pleno direito desta enorme Família que são os Escuteiros.
PROMETO

pela minha honra e com a graça de Deus,
fazer todo o possível por:

Cumprir os meus deveres para com Deus,
a Igreja e a Pátria;

Auxiliar o meu semelhante em todas as
circunstâncias;

Obedecer à Lei do Escuta!"
- Não se duvide de que a Promessa é algo marcante na vida de cada um de nós, que ao longo dos anos tenta orientar a sua vida pela trilogia dos Princípios, da Lei e da Promessa Quando declinamos os Princípios, a pedido do Chefe, no momento mais solene da vida de um Escuteiro, o sentimento que aflora o nosso coração é o medo de não estar à altura para cumprir uns Princípios e uma Lei que apenas têm similitude nos 10 Mandamentos da Lei de Deus, a mais pequena e mais exigente Lei dada ao Homem! São 10 Mandamentos, tal como no Escutismo:
LEI DO ESCUTA-
dddddddddddddddddddddddddddddd
------------- 1º. - A honra do Escuta inspira confiança;------------------- -----------
-------- 2º. - O Escuta é leal; ------------------------------------
--- - 3º. - O Escuta é útil e pratica diáriamente uma-Boa Acção; -
- 4º. - O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Escutas
--------------- - 5º. - O Escuta é delicado e respeitador;
-------------- 6º. - O Escuta protege as plantas e os animais;------
----------- 7º. - O Escuta é obediente;---------------------------------------------
-------- 8ºcu. - O Esta tem sempre boa disposição de espírito;
----- 9º. - O Escuta é sóbrio, económico e respeitadordo bem alheio;--
-10º. - O Escuta é puro nos pensamentos, nas palavras e nas acções--
- O Fundador, logo a abrir o "Scouting for Boys", na Palestra de Bivaque nº. 1, começa por nos dizer: - "Creio bem que não há rapaz que não queira servir a sua Pátria de uma forma ou de outra. Tem um meio fácil de o conseguir: é fazer-se Escuteiro!".
- E para ser Escuteiro, pode-se afirmar em consciência plena, nada mais é necessário que OBEDECER À LEI DO ESCUTA E CUMPRIR A PROMESSA! A isto se juntam os Princípios... mas falaremos deles noutra "Palestra", a fazer mais adiante. Boa Caça!

PRINCÍPIO DE PISTA

Comemoram-se 100 anos sobre o 1º. acampamento Escutista, que Lord Baden Powell of Gilwell, Fundador e 1º. Chefe Mundial do Escutismo, levou a efeito na pequena na Ilha de Brownsea, em Inglaterra. Certamente ninguém irá ficar indiferente a esta efeméride. E porque também dediquei parte importante da minha vida seguindo o "caminho a seguir" que BP "me traçou", como "início de pista" no decorrer do ano de 1949, julgo ter chegado a hora de seguir uma nova pista que a informática me faculta, com a publicação de algumas das minhas "memórias" Escutistas, de acontecimentos de muitos anos cumprindo aquilo a que me havia comprometido no dia da minha Promessa:
"... cumprir os meus deveres para com Deus, a Igreja e a Pátria, auxiliar o meu semelhante em todas as circunstâncias e obedecer à Lei do Escuta!".
Quando, em meados do mês de Junho de 1907, Baden Powell escreveu cartas aos seus camaradas do Exército e às suas esposas, que tinham rapazes com idades entre os 11 e os 12 anos de idade, que estudavam na Charterhouse, Harrows, Eton e outras escolas privadas da zona, BP dizia-lhes:
" Proponho-me realizar um acampamento com 18 rapazes seleccionados para aprender a fazer exploração durante uma semana, durante as férias de Agosto. O sítio eleito para esta realização foi a Ilha de Brownsea, em Poole... Se me deseja enviar o seu filho para o dito acampamento aceitando estas condições, por favor fáça-o saber e eu lhe enviarei detalhes sobre os transportes, etc.".
Escuso de dizer que as cartas do famoso Tenente General Robert Stephenson Smyth Baden-Powell foram aceites com verdadeiro entusiasmo. Quem não queria passar uma semana com o "Herói de Mafeking"? Este foi o nome porque passou a ser conhecido B.P. quando defendeu a fortaleza do mesmo nome, durante a guerra contra os Boers, no final do Século XIX. Tanto assim que o número inicial de 18 rapazes foi ultrapassado. O próprio Baden-Powell teve a ideia de convidar seu sobrinho, de 9 anos, órfão, como seu "ajudante de campo" e convenceu o seu antigo companheiro de armas Kenneth Mac Laren para que o assistisse em Brownsea.
No dia 17 de Junho de 1907, BP envia novas cartas com convites à Bournemouth Boys Brigade para eleger seis dos seus membros à Boys Brigad para eleger três dos seus rapazes para o acompanharem na sua aventura. Estes rapazes eram filhos de grangeiros e de trabalhadores rurais, gente humilde do povo.
Na tarde de 31 de Julho de 1907, todos os participantes do que seria o primeiro acampamento escutista se reuniram na Ilha de Brownsea, onde Baden-Powell, nesse e sete dias seguintes, trabalhou com os rapazes, pondo à prova o seu "Boy Scouts Scheme" No dia 09 de Agosto os rapazes regressaram a suas casas e BP estava satisfeito com a experiência. Este foi um êxito não só para os rapazes de Brownsea, como para milhões de jovens que, desde 1907, vêm seguindo esta "Pista do Fundador"!